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Date Posted:19/12/04 11:46 In reply to:
paulo fidalgo
's message, "plataforma alheia?" on 19/12/04 0:52
Agora o Paulo diz que "os documentos e discursos, incluindo os dos congressos, (...), não são um critério completo de avaliação da prática de uma dada orientação política", o que tem de admitir é diferente de quando defendeu que "talvez sejam até os menos importantes".
Quando fala em plataforma, o Paulo não explica o que entende por tal. Mas basta hoje ver no Público quem o bloco escolheu para encabeçar as listas para se perceber. Quando vemos que no Porto, Évora, Beja, Aveiro, por exemplo, o bloco teve a preocupação de puxar "ex-CDU's", que é isso senão um grosseiro piscar de olho ao nosso eleitorado e uma forma arrogante de insinuar que mais que bloco já é uma plataforma? Ou me engano muito ou não tardarão a ter chatices com a sua parte udepista, completamente cilindrada nestas engenharias eleitorais e até já a ser ridicularizada como ontem aconteceu na noite da má língua da Sic-Notícias...
Fico com a ideia que o Paulo cristalizou nas suas opiniões (tanto em relação ao PCP como ao PS), que não só não quer sair delas, como se agarra a tudo para as manter. E depois, mesmo em relação ao PS, revela uma ignorância notável. Parece que ficou parado no tempo do guterrismo, desconhecendo personagens e ideias que entretanto surgiram. Ora no meu ponto de vista (por pouco inteligente que seja) há que acompanhar a evolução das coisas, mesmo no PS algumas coisas mudaram (não estou a qualificar a mudança, somente a constatar um facto).
Da minha parte o trabalho que me interessa agora fazer é esclarecer e explicar a necessidade de reforçar a votação na CDU e de elegermos mais deputados, como indispensável para que haja uma governação que tenha em conta os interesses dos trabalhadores e da população.
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