| Subject: PCP perdeu mais de metade da influência eleitoral em 30 anos |
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Congressista
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Date Posted: 28/11/04 7:54
PCP perdeu mais de metade da influência eleitoral em 30 anos
O PCP perdeu em 30 anos mais de metade da sua expressão eleitoral, tendo obtido nas últimas legislativas cerca de sete por cento dos votos, depois de na década de 70 ter atingido perto de 19 por cento.
O número de militantes, outro indicador importante da influência do PCP, também desceu. O PCP chegou a contar nas suas fileiras com perto de 200 mil militantes, mas há doze anos, quando Carlos Carvalhas substituiu Álvaro Cunhal na liderança comunista, tinha 160 mil.
Hoje, deverá contar com "entre 75 mil a 80 mil", de acordo com o balanço da primeira actualização de ficheiros do partido em 83 anos e cujos números finais serão apresentados no congresso do próximo fim de semana.
Nas eleições legislativas, depois de obter o seu máximo em 1979, com 18,8 por cento da votação, o PCP começa a perder votos de forma acentuada a partir de 1985, quando obtém 15,4 por cento. Em 2002, a CDU (PCP/PEV), obteve o seu pior resultado de sempre em legislativas, 6,9 por cento.
Pior do que este resultado, só os 5,02 por cento que o candidato presidencial apoiado pelo PCP, António Abreu, obteve nas presidenciais de 2001.
Em 1975, o PCP apresentou-se sozinho às eleições para a Assembleia Constituinte, obtendo 12,46 por cento dos votos e 30 deputados. Em 1976, nas primeiras legislativas, de terceira força política no Parlamento, o PCP passou a quarta, tendo sido ultrapassado pelo CDS em dois por cento. Elegeu 40 deputados.
Depois, nas eleições intercalares de 1979, o PCP concorre coligado com o MDP, na Aliança Povo Unido (APU), conseguindo o maior resultado de sempre em eleições gerais, 18,8 por cento dos votos e 47 deputados. Nesse ano, a AD (PSD/CDS/PPM) ganhou as eleições.
Nas eleições legislativas de 1980, o PCP volta a concorrer como APU e obtém 16,7 por cento da votação e 41 deputados. Em 1983, ganha o PS e o PCP sobe dois por cento, voltando aos 18 por cento de 1979 e elegendo 44 deputados.
A queda do Muro de Berlim, em 1989, acentuou a perda de votos, que já se vinha a verificar desde 1985, quando a APU obteve 15,49 por cento dos votos e 38 mandatos, começando um período de progressiva perda de influência eleitoral.
Em 1987 volta a perder votos, obtendo 12 por cento e 31 mandatos e em 1991, dois anos depois da queda do Muro de Berlim, obtém apenas 8,8 por cento e 17 deputados.
Desde essa altura e até às legislativas de 1999, os resultados eleitorais do PCP nas legislativas estabilizaram na casa dos oito por cento: em 1995 obteve 8,5 e elegeu 15 deputados (o PS ganhou as eleições), e em 1999 (com o PS a ganhar de novo) obteve 8,9 por cento da votação, elegendo 17 deputados.
Em 2002 o PCP obteve o seu pior resultado de sempre em legislativas, 6,9 por cento, perdendo cinco dos deputados eleitos nas anteriores legislativas.
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