| Subject: Re: TESTEMUNHO DE DESILUSÃO DE UM DESEMPREGADO EM PORTUGAL |
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visitante
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Date Posted: 30/11/04 19:47
In reply to:
Luís Reis
's message, "TESTEMUNHO DE DESILUSÃO DE UM DESEMPREGADO EM PORTUGAL" on 30/11/04 18:17
Compreendo-o, como o compreendo. Agora que surge a oportunidade para ajudar a pôr cobro às medidas anti-laborais deste governo, junte-se a nós, ajude-nos a mandá-los borda fora. Junte-se à luta do PCP para aumentar o seu peso eleitoral e social. Venha connosco para a luta!
>Ser desempregado é sempre muito desolador, muito mais
>quando não temos outra fonte de rendimento, não
>esquecendo que temos que nos alimentar, continuar a
>pagar a casa, a luz, o gás, a água, o que torna tudo
>muito mais difícil.
>
>Neste momento, em Portugal, os desempregados, em
>números oficiais, ascendem aos 500 mil, mas que
>porventura muitos mais serão.
>
>Meio milhão de desempregados, que poderiam estar a
>contribuir para melhorar a economia do país.
>
>No entanto, o governo vigente, de coligação PSD-PP, de
>cariz neo-liberal, vê o desemprego em Portugal como um
>efeito colateral.
>
>Nesta perspectiva, sou um efeito colateral, mas que
>necessita de se alimentar, de se vestir, e de muito
>mais.
>
>Um efeito colateral que anseia por produzir, que se
>sente à margem da sociedade, só pelo facto de estar
>desempregado.
>
>Presentemente, sinto-me um produto da má governação
>deste governo que só desgoverna o país e a sociedade
>portuguesa.
>
>Inscrevemo-nos nos centros de emprego e esperamos,
>esperamos e esperamos... e nunca mais nos chamam.
>
>Atribuem-nos um subsidio ridículo que sempre termina
>antes de que estejamos novamente empregados, e que
>chega tarde e a más horas.
>
>Este é o desabafo de um desempregado num país sem
>futuro...
>
>Muito mais difícil se torna encontrar trabalho quando,
>como na minha situação pessoal, somos licenciados, sim
>com um curso superior, situação em que todas as portas
>se cerram.
>
>As respostas que recebo, às minhas cartas de
>apresentação espontânea, sempre me enviam para o
>despacho ministerial de maio de 2002, que congela o
>recrutamento de pessoal nos organismos públicos.
>
>Uma herança, ainda, da senhora Ferreira Leite e do
>senhor da triste figura, Durão Barroso.
>
>Não sei se aguento mais... sinto-me desesperado com
>esta situação que cada dia mais se agrava. Enfim, caí
>nas malhas da desgraça deste país.
>
>Um país cheio de desigualdades, onde o desgoverno e a
>desgraça imperam, com Santana Lopes sentado no trono
>de ceptro na mão.
>
>Estou desempregado e desiludido, com este país e com o
>rumo que está a tomar.
>
>Desiludido por estar desempregado e sem luz ao fundo
>do túnel.
>O desemprego aumenta todos os dias, e não se prevê que
>abrande esse aumento.
>
>Pergunto eu, onde iremos parar?
>
>O que faremos quando nem dinheiro para um bocado de
>pão e para uma
>latas de sardinhas tivermos?
>O que farei eu?
>
>Termino com a esperança de que melhores dias virão. E
>se não vierem? O que farei eu?
>
>Volto e repito, este é o desabafo de um desempregado,
>num país sem futuro...
>
>Luís Reis
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