| Subject: Ya, meu, foi o PCP que convenceu Sampaio! |
Author:
João Laveiras
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Date Posted: 1/12/04 0:56
In reply to:
Curioso...
's message, "Re: Sobre o comunicado da Presidência da República e as declarações do Primeiro-Ministro" on 30/11/04 23:02
E se não fosses completamente parvo, que gostarias de ser?
>Os cínicos é que acham que o PR demitiu o Governo por
>causa dos Chaves ou que o Governo implodiu. Nós
>sabemos o que lutámos para que o PR rectificasse a
>decisão de Julho. A luta valeu mais uma vez a pena!
>
>>Sobre o comunicado da Presidência da República e as
>>declarações do Primeiro-Ministro
>>Declaração de Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do
>>PCP
>>30 de Novembro de 2004
>>
>>
>>
>>1.
>>Face ao comunicado da Presidência da República e às
>>declarações do Primeiro-Ministro no final da audiência
>>de hoje, tudo indica que está aberto o processo
>>conducente à dissolução da Assembleia da República e à
>>convocação de eleições legislativas antecipadas.
>>
>>Confirmando-se esta perspectiva, o PCP considera que
>>uma tal decisão do Presidente da República constitui
>>uma forma democrática e inteiramente constitucional de
>>superar a crise política e governativa que tem estado
>>latente desde que o segundo Governo PSD-CDS tomou
>>posse e também uma forma de respeitar uma forte
>>aspiração existente no país e que incessantemente se
>>tem reforçado face aos sucessivos factores de
>>descrédito da política governamental, de instabilidade
>>e desagregação.
>>
>>2.
>>Queremos nesta ocasião propositadamente saudar também
>>todos os portugueses e portuguesas, e em primeiro
>>lugar, e como é de evidente justiça, os trabalhadores
>>que, ao longo de dois anos e meio, lutaram arduamente
>>contra a desastrosa e agressiva política do governo
>>PSD/CDS-PP, assim contribuindo decisivamente para o
>>seu merecido descrédito, desgaste e isolamento social
>>que pesaram consideravelmente no desfecho agora
>>felizmente verificado.
>>
>>
>>3.
>>Fora de qualquer estreito cálculo partidário e
>>exclusivamente guiado por razões democráticas e de
>>vinculação ao interesse nacional, o PCP regozija-se
>>naturalmente com a provável convocação de eleições
>>antecipadas.
>>
>>E, é necessário lembrá-lo, tem tantas mais razões para
>>manifestar esse regozijo quanto a verdade é que, ao
>>contrário de outros partidos da oposição, o PCP – nem
>>mesmo depois da opção tomada em Julho deste ano –
>>nunca se resignou diante da propalada inevitabilidade
>>da coligação governante prosseguir a sua obra de
>>devastação e destruição até 2006, e desde há muito que
>>colocou como essencial objectivo democrático a luta
>>pela criação de condições para que, tão cedo quanto
>>possível e no quadro do funcionamento de regime
>>democrático, a vida do governo de direita fosse
>>interrompida e fosse dada a palavra ao povo português.
>>
>>4.
>>Convocadas que sejam eleições legislativas
>>antecipadas, e assumindo as suas responsabilidades
>>democráticas e nacionais, o PCP intervirá
>>combativamente para que nelas seja assegurada a
>>derrota eleitoral dos partidos de direita e para que
>>os portugueses, como é desejável e indispensável, se
>>pronunciem não apenas por um novo governo mas
>>sobretudo por um novo rumo e por uma nova política
>>para o país.
>>
>>E confia que fará caminho entre mais e mais
>>portugueses a justa ideia de que será o reforço
>>eleitoral do PCP que mais pode contribuir para
>>assegurar que destas eleições resulte, não apenas a
>>derrota da política de direita, mas a perspectiva da
>>conquista de uma verdadeira e efectiva política
>>alternativa.
>>
>>
>>5.
>>A provável convocação de eleições antecipadas abrirá
>>um horizonte de esperança na vida nacional e na vida
>>dos portugueses, uma e outra tão castigadas, agredidas
>>e amarguradas por mais de dois anos e meio de recessão
>>económica, de agravamento do desemprego e das
>>injustiças sociais, de mutilação de direitos sociais,
>>de guerra aberta a quem trabalha, de saque e assalto
>>ao património do Estado, de prevalência dos interesses
>>do grande capital sobre o interesse público.
>>
>>Aqui garantimos que o PCP tudo fará para que esse
>>horizonte de esperança que agora se abre se cumpra e
>>concretize para bem dos portugueses e de Portugal.
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