| Subject: Pensar Além desta Sociedade... |
Author:
Luis Blanch
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Date Posted: 18/11/04 11:11
In reply to:
paulo fidalgo
's message, "descobrir asideias sobre a nova sociedade nos materiais do PCP" on 17/11/04 23:53
Caro paulo fidalgo : Não serão "as derrotas sofridas" responsáveis pela cisão no movimento comunista.
Há muito , muitos anos antes da derrocada de 89/90 ,que era perceptível interna e externamente que os caminhos que estavam a ser trilhados pela comunidade dos países que se reclamavam do socialismo, traía muitos dos pressupostos que levavam à construção de uma nova sociedade .
A socialização da economia e as alavancas do poder estatal não conduziram a uma participação , que se queria crescente , da população , das organizações de massas,na gestão colectiva e participativa da Sociedade.
Pelo contrário , acentuou-se ao longo dos tempos o divórcio e o indiferentismo das massas populares relativamente ao quotidiano social e, ao mesmo tempo,à criação de uma élite dirigente cada vez mais dissociada do povo e daquilo que seriam os seus interesses mais imediatos.
Estes indicadores transpareceram para o exterior dos países socialistas mas constituíram ,internamente ,os germens que paulatinamente socavaram as bases do sistema e propiciaram o surgimento dos que seriam os seus coveiros .
Portanto , depois deste cenário que caíu fragorosa e irremediavelmente , verificamos e confirmamos as profundas alterações na correlação dos poderes mundiais , a par de um maior aprofundamento da rapacidade do imperialismo mundialista e de um reequacionar , que se quer urgente e diferente porque as condições novas assim obrigam , da
estratégia das forças progressistas.
>comunismo nos materiais do PCP, para além das
>definições "negativas" do tipo, "sociedade sem
>classes". Como se organiza, como será regulada, que
>relação terá com o Estado, como será remunerada a
>força de trabalho, etc. E como se equaciona a
>transição para além da formula genérica do género:
>formação de uma sector económico estatal com empresas
>estratégicas. Que ideia afinal tem o PC para as tais
>empresas estatais, para onde devem evoluir...
>
>Um marxista françês, renovador, levou a sua
>interrogação fundamental acerca do comunismo, ao ponto
>de interrogar sobre "os fins". O texto famoso, de
>resto, editado em português, é o "começar pelos fins".
>
>Numa época de divisões no campo comunista, divisões
>essas que resultam das derrotas sofridas e da
>emergência de um desvio sectário pequeno-burguês agora
>condensado no caso Jerónimo de Sousa, sabemos, desde
>Marx, que o melhor é ser-se radical. É ir à raiz das
>coisas. E no campo comunista, a raiz é a própria ideia
>de comunismo, e das etapas intermédias para lá chegar.
>
>Por isso não faça retórica e não responda à pergunta
>com perguntas. Tente responder. Verá que é um bom
>exercício
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