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Date Posted: 6/08/04 11:41 In reply to:
paulo fidalgo
's message, ""parti"" on 23/07/04 8:55
Claro que o paulo tem toda a razão; mas o tema dos media e a prefiguração que eles crescentemente criam sobre o que é que "a sociedade" deve pensar, unificando e decalcando modelos e globalizando comportamentos , é uma realidade que os sectores mais conscientes e organizados da opinião pública têm que enfrentar e combater.
O que é relatado no "Parti", tanto quanto me é dado perceber pelo que referes, é o crecscente desfasamento entre aqueles que pensam e não engeitam a crítica e aqueles que, em obediência cega à coesão militante , regeitam tudo aquilo que, na sua limitada análise das situações , possa fazer perigar o que pensam ser a unidade do partido.
Muito há a melhorar na imprensa progressista : há que contrarestar o peso ideológico da imprensa mandatada pelo capital e aprofundar temáticas que falem aos interesses imediatos e às preocupações dos sectores populares.
Não enveredando por clichés já gastos há todo um mundo de temas a explorar...
>vale a pena ler o romance françês Parti (fnac) onde o
>protagonista é jornalista e dedicado militante do PCF
>e, no governo de união da esquerda, chega a
>responsável do telejornal na cinque ou coisa parecida.
>Um dia assume a responsabilidade de cobrir o congresso
>do PCF e recebe dos delegados uma prolongada vaia em
>resposta a um discurso inflamado à Casanova contra os
>media do grande capital. O caricato magistralmente
>tratado pelo autor, é que um revolucionário de cepa, é
>vítima de um protesto da base mlitante e dadirecção
>que procurava descartar as suas responsabilidade nas
>dificuldades com a sua projecção de culpa para cima
>dos media.
>
>De facto os médias são aparelhos de reprodução do
>status quo da classe dominante, mas são igualmente
>arena de luta. Aos comunistas, para além da
>compreensão abstracta da natureza última da vinculação
>ao proprietário, o que lhes resta como campo de acção
>consciente e modificável pela acção é o segundo
>componente: intervir, ganhar espaço, olhar os seus
>trabalhadores com potenciais aliados e abrir todas as
>portas que abril abriu. E deviam também construir o
>seu aparelho de reprodrução alternativo
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