Subject: Re: Este é que é o "day after" que o PS quer |
Author:
Fernando
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Date Posted: 26/02/05 9:46:26
In reply to:
Não há pachorra
's message, "Este é que é o "day after"" on 26/02/05 0:59:31
Correia de Campos, um dos gurus do neo-liberalismo entre nós, provável ministro de Sócrates (e cunhado do Louçã), começa por fazer a apologia da campanha eleitoral de Sócrates - comparando-a com a de Cavaco em 1991 e a de Bush em 2004 -. Correia de Campos sabe do que fala, ele é um dos quadros nacionais que se formou nos USA.
Depois Correia de Campos “esclarece-nos” que o eleitorado deu carta branca a Sócrates para “tentar a modernização do país” (já sabemos o que isto é...) e chega a dizer que esse voto do PS não é para defender “bastiões da geração grisalha”, ou como diria eu, conquistas do 25 de Abril.
Gaba-se que o PS “perdeu votos à sua esquerda e ainda bem”. Esclarece que os salários não vão aumentar...
No país de Correia de Campos, há a direita derrotada, há o PS vencedor e há esquerda do bloco. Não há o PCP, nem o movimento sindical, nem o movimento dos agricultores e dos pequenos, médios e micro empresários.
No país de Correia de Campos não houve um 25 de Abril. Os seus conceitos podem ter sucesso no Reino Unido, nos USA, em França, na Itália ou mesmo em Espanha. Mas o sucesso da sua aplicação em Portugal é pelo menos questionável. Provaram-no o Guterres (que se demitiu), e os Governos de Durão e de Santana que o povo demitiu nas urnas.
Mas como diz o Carlos Gonçalves: "A direita dos interesses, apesar da vontade de mudança expressa nas eleições, tudo fará para que este PS se confirme como instrumento da continuidade das suas políticas de classe (...). E o PCP e a CDU estão neste “day after”, em bem melhores condições de prosseguir a luta por uma mudança a sério."
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