Author:
Observador atento
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Date Posted: 10/12/04 21:48
In reply to:
João Carlos
's message, "Espantado" on 10/12/04 20:05
Muito se escreveu sobre o Congresso do Partido, sobre o novo CC e o novo Secretário-geral mas mesmo quem acompanhe pouco e até à distância o que se escreveu não pode deixar de reconhecer que a grande maioria tomou partido contra o Partido, valorizou e foi ouvir quem já não está, omitiu e ridicularizou quem está. E nesta verdadeira campanha participaram não só profissionais da comunicação social – mas até (pelo menos) um dirigente doutra força partidária, numa amalgama de funções absolutamente indecorosa.
Principalmente muito do que foi escrito e dito foi no sentido de passar a imagem que este Congresso e que a direcção que foi eleita, marcam um “fechamento sectário” do Partido e que este “já não é necessário” porque caminha para uma morte mais que anunciada.
Quando a verdade é que o Partido é a esperança, muitas vezes a última esperança, de quem perde o emprego ou é atingido pela insensibilidade da sociedade, e o seu Comité Central foi profundamente renovado com a chegada de 30 novos membros, 27 dos quais com menos de 30 anos, de todas as regiões do país e com ampla representação sectorial.
E principalmente é verdade que sem o Partido não há alternativa, já que a construção de qualquer poder alternativo exige propostas alternativas claras para objectivos que sirvam os trabalhadores e o povo e não apenas os interesses.
Construir soluções com futuro e para o futuro exige disponibilidades diversas e dispensa auto-suficiências que a nada conduzem. As soluções constroem-se com objectivos concretos e mutuamente assumidos. Neste momento a batalha imediata é a do esclarecimento, assumindo nós que mudar é difícil mas não é impossível, como nos alertou o Secretário-geral.
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