VoyForums
[ Show ]
Support VoyForums
[ Shrink ]
VoyForums Announcement: Programming and providing support for this service has been a labor of love since 1997. We are one of the few services online who values our users' privacy, and have never sold your information. We have even fought hard to defend your privacy in legal cases; however, we've done it with almost no financial support -- paying out of pocket to continue providing the service. Due to the issues imposed on us by advertisers, we also stopped hosting most ads on the forums many years ago. We hope you appreciate our efforts.

Show your support by donating any amount. (Note: We are still technically a for-profit company, so your contribution is not tax-deductible.) PayPal Acct: Feedback:

Donate to VoyForums (PayPal):

Login ] [ Contact Forum Admin ] [ Main index ] [ Post a new message ] [ Search | Check update time | Archives: 123456789 ]
Subject: Re: é muito imporovável que dê o meu voto ao PCP


Author:
Observador atento
[ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ]
Date Posted: 12/12/04 12:15
In reply to: Observador atento 's message, "Re: é muito imporovável que dê o meu voto ao PCP" on 12/12/04 12:14

>Porque o Paulo disse “o PCP esta numa linha
>negativíssima e segundo muitos Jerónimo é eleito para
>aumentar a linha anti PS. Não porque o PS seja
>inclinado a direita, mas porque a estratégia do PC é
>que o PS não cresca para que o PC cresça.”, parto do
>princípio que o que conhece da linha do PCP é de ouvir
>dizer. Tomei a liberdade de trazer excertos da
>intervenção de encerramento do Secretário-geral do
>PCP, Jerónimo de Sousa:
>
>“(...) Assumimos uma tese:
>Dificuldade não significa impossibilidade!
>
>(...) Aqui afirmámos que o nosso combate imediato e
>continuado é contra o Governo e a política de direita.
>Demonstrámos que o executivo PSD-CDS/PP é responsável
>pela recessão do país e pelo seu aprofundamento e
>prolongamento, pelo distanciamento mais acentuado da
>economia portuguesa em relação à media europeia, pelo
>agravamento da situação social.
>
>(...) Se o Presidente da República sustentou a sua
>lamentável opção de empossar este Governo com base no
>critério da estabilidade, ela não existe nem no plano
>político, nem no plano económico, nem no plano social.
>(...)
>
>É necessário e é urgente uma outra política e um outro
>Governo.
>
>E este é o primeiro apelo deste Congresso dirigido a
>todos os trabalhadores, a todos os que se sentem
>atingidos e penalizados por esta política, a todas
>forças democráticas, a todos os cidadãos inquietos e
>insatisfeitos com o futuro do seu país e da
>democracia, para que convirjam no objectivo de pôr fim
>a esta política desastrosa e a este Governo.
>
>Neste Congresso assumimos o compromisso de nos
>empenharmos, de não regatear nenhum esforço para o
>êxito desta convergência e desta luta.
>
>E se este é o caminho mais sólido e seguro para
>alicerçar a construção duma verdadeira alternativa
>política, importa saber como é que ela se concretiza.
>
>Discutimos e debatemos essa questão crucial, definimos
>e aprovámos orientações. Considerámos a sua
>necessidade e da sua possibilidade.
>
>Tratando-se duma alternativa de esquerda a encontrar
>no plano institucional, há uma primeira questão
>incontornável.
>
>Há forças democráticas, designadamente o PS, que
>afirmam que o PCP tem de mudar na sua postura e
>disponibilidade, nas questões estruturantes em relação
>à política económica, à definição que fazemos sobre a
>evolução da União Europeia, nas questões da segurança
>e de defesa. Ou seja, precisamente em questões onde o
>PS mais se confunde e acerta o passo com a direita.
>
>O problema é que o PS põe as coisas ao contrário: Uma
>força política como o PCP, que assume de forma
>coerente e consequente valores, causas e um projecto
>de esquerda devia abdicar deles! um partido como o PS
>que se afirmando de esquerda praticou e pratica uma
>política de direita manter-se-ia tal como está.
>
>Não dá resposta à contradição fundamental que é a de
>saber se é possível uma alternativa verdadeiramente de
>esquerda, mantendo, exercendo e executando uma
>política de direita.
>
>Afirmámos aqui no Congresso que não renunciamos à
>convergência, ao diálogo com forças e sectores
>democráticos em tudo o que servir os interesses dos
>trabalhadores, do povo e do país. Mas não peçam ao PCP
>que deixe de ser o que é, que deixe de defender e de
>lutar por outra política, uma política de esquerda que
>rompa com o circulo cansativo e desgastado da
>alternância, uma política de verdade que nem sempre dá
>votos mas que vincula este partido ao compromisso que
>tem com os interesses, direitos e aspirações dos
>trabalhadores e do povo como razão de ser da sua
>natureza, da sua vida, da sua existência e da sua luta.
>
>Aqui estamos prontos para as batalhas e as tarefas que
>aí vem.
>
>Estaremos nas batalhas com os trabalhadores tendo em
>conta a ofensiva que aí está: o desemprego crescente,
>os bloqueios à contratação colectiva, as novas ameaças
>que decorrem para os horários de trabalho da aplicação
>imperativa das normas mais gravosas do Código do
>Trabalho a partir do próximo dia 1 de Dezembro, os
>perigos que decorrem para o direito à Segurança
>Social, à saúde, ao ensino público.
>
>Aqui estamos na primeira linha do combate em defesa
>dos direitos das mulheres e pela sua participação em
>igualdade. E daqui reitero o apelo feito às mulheres
>portuguesas, aprovado no XVII Congresso, para que
>reforcem a sua unidade e acção organizada em torno de
>problemas e reivindicações comuns, pelo exercício de
>direitos económicos, sociais, laborais e políticos;
>uma luta que afronte e responsabilize a actual maioria
>PSD-CDS/PP e contribua para a luta pela construção de
>uma alternativa à política de direita, condição
>necessária ao êxito da sua justa aspiração de
>igualdade.
>
>Aqui estamos prontos para desmistificar o ensaio que
>está a ser feito em torno do referendo sobre o
>denominado Tratado Constitucional da União Europeia, a
>travar a batalha do esclarecimento, sobre o que visa:
>dar um passo mais adiante na nossa perda de soberania
>e dar cobertura à política militarista e neoliberal
>que marca hoje a evolução da União Europeia. (...)
>
>Daqui lançamos um desafio para que haja uma ruptura
>com a política de direita que dura há décadas, que
>rompa com o neoliberalismo e a concentração da
>riqueza, que valorize o nosso aparelho produtivo e uma
>produção de maior e mais rico valor acrescentado, a
>centralidade e a valorização do trabalho dos
>portugueses como elemento intrínseco da economia, o
>combate aos três grandes défices (tecnológico,
>energético, alimentar), a defesa da nossa soberania e
>o interesse nacional.
>
>O que deste Congresso se expressou com mais força e
>sentido foi a afirmação confiante de que o povo e o
>país não estão condenados por qualquer fatalidade ou
>má sorte, que é possível outra política e um futuro
>melhor.
>
>Reafirmámos o nosso carácter patriótico e
>internacionalista. Se valorizamos e priorizamos a
>nossa acção e a nossa luta no plano nacional não é
>porque nos acantonemos e não entendamos a necessidade
>cada vez mais premente de dar respostas mais globais
>ao processo de globalização capitalista.
>
>Os nosso êxitos, a nossa luta, as nossas experiências
>aqui no nosso país são a melhor contribuição para o
>desenvolvimento da solidariedade, cooperação
>internacionalista, a nossa melhor contribuição para
>fazer frente à ofensiva imperialista.
>
>Nós acompanhamos e empenhamo-nos no vasto movimento
>antiglobalização capitalista na luta contra o
>neoliberalismo e a guerra, respeitando e estimulando a
>sua diversidade. Mas julgamos que a existência e
>participação de Partidos Comunistas, de Partidos de
>classe, nesse vasto movimento não é só um bem para
>estes partidos mas um bem para a esquerda e para as
>forças progressistas que o integram, na medida em que
>consideramos que a questão da luta de classes continua
>a ser a grande questão da nossa época
>contemporânea.(...)
>
>Temos orientações, assumimos deliberações, elegemos a
>Direcção, afirmámos um Partido de proposta, de luta e
>de projecto. Temos ideias para o futuro.
>
>Confiamos que muitos e muitos portugueses
>compreenderão que este não foi um Congresso invadido
>por qualquer sentimento de forte isolado e cercado mas
>de um PCP que sabe, pela sua história, pela sua vida e
>pela sua luta, que enquanto estiver ancorado nos
>interesses, direitos e anseios dos trabalhadores e do
>povo português nunca se sentirá cercado. Um PCP
>constituído por mulheres e homens livres,
>voluntariamente associado em torno de um grande e
>honroso projecto de liberdade, democracia e
>socialismo, que numa atitude de grandeza cívica e
>consciência política, sem nenhuma perda da sua
>individualidade, também de forma livre decidiram
>forjar uma grande obra colectiva que dá força e
>eficácia aos valores e ideais em que acreditam.
>
>Com aquela confiança e convicção de que continuamos
>com mais projecto que memória, aos comunistas
>portugueses vai ser exigida coragem política, coragem
>ideológica, coragem moral e se necessário coragem
>física para continuar, para encetar o caminho duma
>democracia avançada e do socialismo.(...)”

[ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ]


Post a message:
This forum requires an account to post.
[ Create Account ]
[ Login ]
[ Contact Forum Admin ]


Forum timezone: GMT+0
VF Version: 3.00b, ConfDB:
Before posting please read our privacy policy.
VoyForums(tm) is a Free Service from Voyager Info-Systems.
Copyright © 1998-2019 Voyager Info-Systems. All Rights Reserved.