| Subject: DRPL |
Author:
João Carlos
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Date Posted: 15/12/04 23:41
Nota 1: a História veio a mostrar que a democracia “tout court” é uma aquisição com valor em si. Uma causa importante se não determinante da implosão dos sistemas do “socialismo real” teve que ver com a ausência deste valor que permitiu o surgimento de uma oligarquia partidária não legitimada pelas massas e não congruente com elas.
Nota2: no entanto a democracia representativa não assegura a legitimidade democrática de muitas opções praticadas. Clarificando- quem elegeu a Câmara de Lisboa sabia que, votando PSD sancionava a construção do túnel do Marquês(estava no programa elitoral) Aí exitiu legitimidade democrática, portanto, no sentido em que a estou a considerar. Mas não sabia, porém que sancionaria a instauração de pagamento para visitar o Castelo de S. Jorge(não estava no programa eleitoral). Aqui já não existiu legitimidade democrática.
Nota 3: não se imagina hoje poder considerar-se de esquerda uma pratica política que não tenha em consideração a sua legitimidade democrática.
Nota 4: as novas tecnologias da informação tornam hoje possível uma consulta relativamente rápida , segura e barata às populações. (aos vários nveis de organização política, freguesia, câmara, concelho…..)
Nota 5: A luta pela origatoriedade de consulta das populações sempre que opções políticas/asministrativas não publicitadas aquando das campanhas eleitorais, parece assim um meio importante de dar um salto qualitativo na performance democrática, que de apenas representativa pode passar a ser, “democracia representativa permanentemente legitimada” (DRPL)
Nota 6: a esquerda não pode ter medo que as maiorias não defendam o que as vanguardas defendem, sob pena de se voltar a questionar o dado adquirido referido na nota 1.
Dúvida 1: será que isto é assim tão disparatado? Se é, por favor expliquem-me porquê.
Se não é, porque estranha razão nenhuma corrente de esquerda que eu conheça, alguma vez ergueu esta “bandeira”, da consulta popular frequente em ordem à “democracia representativa permanentemente legitimada” (com este pomposo ou outro pomposo nome qulquer)?
Dúvida 2: será que a DRPL só por si não se transformaria a longo prazo em dinâmica revolucionária, instrumento fundamental para a construção da Nova Sociedade ao Serviço do Povo? (NSSP)
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