>O proletariado, neste momento, considera-se ser
>constituído por aqueles que vendem a sua força de
>trabalho por um salário (excluindo gestores e altos
>quadros em que esse "salário" será mas é parte do
>circuito de redistribuição de mais-valia), mais
>aqueles que gostariam de fazê-lo mas nem isso
>conseguem. Conclusão, o engenheiro que coordena uma equipa de produção não acrescenta valor...
Só come da mais-valia.
>Proletariado temos. Nunca houve é tanto. Onde é que está?... Onde?... Onde?...
>A ditadura do proletariado considera-se ser o regime
>político imposto com a tomada do poder pelo
>proletariado, dando início ao desmantelamento dos
>fundamentos da ordem social burguesa (apropriação
>privada dos principais meios de produção e troca) e
>mantendo um certo grau de vigilância repressiva sobre
>as tentativas com vista à sua restauração. Um "certo grau" ?... Muito?... Pouco?...
Dúvidas, só dúvidas.
>É verdade que uso a "ditadura do proletariado" com uma
>certa ironia velada, como certos jovens usam t-shirts
>do Marx com o polegar levantado ("thumbs up") ou do
>Einstein com a língua de fora.
>Mas a verdade é que operacionalidade do conceito
>mantém-se intacta. Então vamos lá medir isso. A actual situação do proletariado
>Eu aconselho à juventude uma certa rudeza no trato
>para convosco não porque eu seja "grosseiro" de feitio
>(o que pode bem ser verdade, entretanto) mas porque
>vocês são uns empatas e um empecilho. Viram perdidas
>as apostas em que empenharam grande parte das vossas
>vidas, estão na fossa, em recriminações mútuas
>intermináveis, e agora querem ensinar os jovens a não
>serem "loucos". Já os Gregos (os da Antiguidade Clássica) se queixavam do mesmo.
>Mas os jovens querem e vão ser "loucos". É mais forte
>do que eles. Deve estar no código genético. O que nos leva à relevãncia da operacionalização de qualquer conceito em análise social.
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