O proletariado, neste momento, considera-se ser constituído por aqueles que vendem a sua força de trabalho por um salário (excluindo gestores e altos quadros em que esse "salário" será mas é parte do circuito de redistribuição de mais-valia), mais aqueles que gostariam de fazê-lo mas nem isso conseguem.
Proletariado temos. Nunca houve é tanto.
A ditadura do proletariado considera-se ser o regime político imposto com a tomada do poder pelo proletariado, dando início ao desmantelamento dos fundamentos da ordem social burguesa (apropriação privada dos principais meios de produção e troca) e mantendo um certo grau de vigilância repressiva sobre as tentativas com vista à sua restauração.
É verdade que uso a "ditadura do proletariado" com uma certa ironia velada, como certos jovens usam t-shirts do Marx com o polegar levantado ("thumbs up") ou do Einstein com a língua de fora.
Mas a verdade é que operacionalidade do conceito mantém-se intacta.
Tu não acreditas é que ela possa tornar-se realidade, mas isso é inteiramente outro assunto.
Isso tem a ver é com a vaga de prostação geral e desânimo em que desaguaram os órfãos do ciclo revolucionário do século XX, com a derrocada do "socialismo real" e de todos os sonhos erguidos a partir da tomada do Palácio de Inverno.
Essa é que é a tua "dialéctica". Uma dialéctica do desespero.
Eu aconselho à juventude uma certa rudeza no trato para convosco não porque eu seja "grosseiro" de feitio (o que pode bem ser verdade, entretanto) mas porque vocês são uns empatas e um empecilho. Viram perdidas as apostas em que empenharam grande parte das vossas vidas, estão na fossa, em recriminações mútuas intermináveis, e agora querem ensinar os jovens a não serem "loucos".
Mas os jovens querem e vão ser "loucos". É mais forte do que eles.
Ângelo Novo
>>Sim , Ângelo Novo . Falar de ditadura do
>proletariado como uma figura actual ,susceptível
>de poder ser levada à práctica pela mão de um
> qualquer "Sendero "Luminoso" ,de um qualquer país
>como o Perú é, no mínimo um academismo
>retórico,uma curiosidade política perfeitamente
>datada e contextualizada , onde só um
>esquizofrénico e celerado como o snr. Adalberto
>Guzmán se lembraria de advogar e exaltar.
>Não Ângelo , não tenho a pretensão de te
>ensinar o que é a dialéctica marxista ,mas hoje
> com estas profundíssimas alterações económicas e
> a avassaladora misceginação social, em que a
>osmose social penetra nos interst´cios do
>capitalismo , resulta problemático encaixar , nos
>esquemas clássicos, a actual
>arrumação de classes. Falar de proletariado "tout
>court " e ainda por cima da sua ditadura , Por
>Favôr!?
>
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