Compreendo as tuas observações mas gostaria de fazer só duas precisões (não é que não suporte contraditórios mas apenas por uma questão de rigor):
A proletarização galopante
Talvez o texto não seja claro mas eu estou a referir-me à evolução do assalariamento nas empresas que, como se pode ver no Quadro 3, sobe apenas de 33,4 % para 35,4 % da PPR (população politicamente relevante, ou seja, com mais de 15 anos). A referência aos contratos a termo situa-se mais num plano quantitativo complementar.
Meios de vida com origem no Estado
Na linha do que o Jorge diz no post dele acho que os pensionistas, por exemplo, podem ter os seus comportamentos eleitorais condicionados por expectativas que nada têm a ver com opções ideológicas mas sim com promessas de um determinado governo.
É neste sentido geral que eu uso a "origem dos rendimentos" para explicar determinadas opções políticas. Até acredito que um operário politicamente consciente altere os seus pontos de vista, de forma mais ou menos radical, depois de viver como pensionista durante uns anos.