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iznogoud, o graum bizir
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Date Posted: 19/10/04 13:41
In reply to:
Visitante
's message, "Re: Volta Guterres" on 19/10/04 12:12
xa ca faltaba mas una cuxeirada...
>..da-se! Já não bastam os textos dos comunas zarolhos
>que aqui intervêm e ainda trazem para aqui zarolhos
>burgueses!
>
>>O mais significativo na proposta orçamental para 2005
>>é aumentar o défice por prever a retoma económica. O
>>mais significativo no debate da proposta orçamental é
>>a unanimidade das oposições em torno de mais
>>irresponsabilidade orçamental.
>>
>>Como o leitor sabe, a ortodoxia keynesiana manda o
>>Estado aumentar os impostos quando há retoma: no Verão
>>guardamos para o Inverno. O pecado económico do Eng.º
>>Guterres foi gastar em tempo de abundância as
>>poupanças da era de escassez. O PSD e o PP
>>criticaram-no muito por isso - e agora, talvez em
>>menor escala, fazem o mesmo.
>>
>>O Governo terá sido habilidoso em fazer suas as
>>originais propostas da oposição tipo Bloco de
>>Esquerda: diminuir as receitas públicas e aumentar as
>>despesas a fim de diminuir o défice. Habilidoso mas
>>perverso pois aumentará do défice público, mesmo que o
>>petróleo desça para os 38 dólares e a economia
>>europeia retome. O aumento do défice irá direitinho
>>para o acréscimo dos salários da função pública. Como
>>pagaremos estes aumentos? Como os aplicaremos?
>>
>>Não os financiaremos com aumentos de produtividade
>>pois, ao que parece, a receita do Estado voltará a
>>crescer mais do que o Produto. Pagá-los-emos com
>>receitas extraordinárias - com o património. Como
>>aplicaremos esses aumentos? A consumir, sobretudo bens
>>e serviços importados. Será mínima a parte investida.
>>Menor ainda a que se dirigirá ao investimento
>>reprodutivo. Tanto mais que o mercado de capitais é
>>desincentivado.
>>
>>Deitamos petróleo na fogueira. Porque a fórmula
>>política obriga os governantes a serem optimistas. A
>>oposição censura o Governo por dar pouco e assim o
>>legitima a dar demais. Os portugueses querem isso? As
>>últimas sondagens dão uma nova baixa na nossa
>>confiança no futuro. Os portugueses são realistas mas
>>o regime recusa-lhes a verdade que eles pedem - e
>>mete-lhes nas mãos dinheiro emprestado.
>>
>>É certo que o Eng.º Sócrates manifesta dúvidas sobre
>>as contas públicas e talvez revele uma virtuosa
>>reserva mental no tocante à bondade do défice. Mas irá
>>mais longe do que o Dr. Durão Barroso que, no Governo,
>>se declarou surpreendido com o défice que tanto
>>denunciara na oposição? É duvidoso: deseducar o
>>público é sempre contraproducente, em particular numa
>>democracia representativa.
>>
>>Mais défice é mau porque nos arruína lentamente,
>>fazendo diminuir a nossa competitividade, aliás de
>>novo em perda, como há poucos dias foi evidenciado
>>pelo agravamento do défice comercial. Está criado um
>>perigoso consenso nacional: devemos consumir sempre
>>mais e para isso é bom vendermos as poupanças e
>>pedirmos emprestado. O que nós ou os nossos
>>antepassados pouparam é nosso - embora devesse ser
>>guardado para ocasião mais difícil que já se perfila
>>no nosso horizonte. O emprestado é dos outros e tem
>>que ser pago. Se houvesse escudo para desvalorizar,
>>pagaríamos com a baixa dos salários reais. Como não
>>há, pagaremos com falências e desemprego.
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