| Subject: Re: Para finalizar a minha actuação.... |
Author:
Luis Blanch
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Date Posted: 14/09/04 14:42
In reply to:
Fernando Penim Redondo
's message, "Para finalizar a minha actuação...." on 13/09/04 18:10
Caro Fernando -Penso que globalmente tens razão. No entanto é bom notarmos que a tão apregoada e necessária reforma da A.P. passa não só pelo redimensionamento dos serviços , mas também pela valorização das carreiras ,dos concursos públicos para admissão e progressão , e a eliminação possível do nepotismo e todas as formas de compadrio carreirista.
Mais é de referir o manobrismo e as mordomias que, sendo notórios ao nível da camada dirigente -políticos ,directores gerais e administradores, nada se faça para se lhes pôr côbro.
Há situações de laxismo que urge remediar,sobredimensionamentos de serviços que coexistem com enormes subaproveitamentos ; tudo isso é necessário modificar e clarificar com coragem.
O que se pode afirmar é que, à sombra destas realidades, não se faça demagogia para legitimar o desmantelamento de todo o sector público. A componente de oportunismo político ,que não é tão extensa quanto possas pensar,é uma bandeira que se agita num sector que se sente lesado ,e muito legitimamente.
Nós sabemos que a maioria das pessoas age pela barriga...
Mas , mesmo assim , Quem não quer reformas ?
Saudações ,Blanch
Para finalizar a minha actuação....
>Como costumam dizer os artistas antes de executarem o
>seu ultimo "número".
>
>Esta discussão está inquinada pelo facto de uma boa
>parte dos intervenientes não conseguir abstrair-se das
>ameaças que impendem sobre a sua situação profissional
>ou sobre o seu futuro enquanto funcionários. É humano.
>Corre-se é o risco de, para defender direitos
>adquiridos legítimos, se estar desnecessáriamente a
>defender o "sistema da administração pública".
>
>O que me preocupa, de um ponto de vista de esquerda
>que é o meu, é o oportunismo que leva os partidos de
>esquerda a cavalgar, sem critério, as lutas na
>administração pública o que pode ter efeitos muito
>negativos para a sua influência nos restantes
>trabalhadores.
>
>É uma tentação aproveitar as lutas de grupos
>profissionais que, dada a sua segurança de emprego e
>grande concentração, podem "dar-se ao luxo" de travar
>grandes lutas.
>
>Há no entanto qualquer coisa que não está bem quando
>os operários da Autoeuropa são forçados a abdicar de
>direitos adquiridos e certos grupos de funcionários
>podem paralisar serviços públicos por objectivos mais
>recuados.
>Ou quando milhares de precários trabalham na selva dos
>Centros comerciais e hipermercados com quase total
>desprotecção.
>
>Quem recusa ouvir a voz do "cidadão comum", quem
>interpreta qualquer crítica ao sistema como uma ameaça
>pessoal, quem bloqueia as transformações
>imprescindíveis é que está a abrir a caminho à
>demagogia populista.
>
>E mais não digo...
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