Author:
Guilherme Statter
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Date Posted: 31/08/04 15:25
In reply to:
António Fagundes
's message, "Re: TROCA DESIGUAL E EVOLUÇÃO SOCIAL - 1" on 31/08/04 1:21
Fagundes,
Achei muito interessante este seu contributo para o esclarecimento do pessoal que aqui venha ao forum do DoteCome.
Fica-se a saber o grau de profundidade argumentativa utilizada pelos diversos intervenientes...
>Embora não tenha procuração, intervenho apenas para
>dizer-lhe que esta sua intervenção, como outras
>anteriores, reflecte uma certa descoordenação e algum
>desarranjo. Ao ponto de você confundir alhos com
>bugalhos e de entender as alarvidades e as
>imbecilidades dos acrescentos dos marxistas como se
>elas se referissem ao que você disse. É que o seu
>marxismo deixa bastante a desejar!
Bom... como o texto referido fala das alarvidades e imbecilidades dos marxistas, como eu me considero marxista, tenho estado a "defender" e explicar" as "alarvidades" e "imbecilidades" e como, finalmente, o mesmo referido texto me era dirigido a mim, presumo que também aqules "mimos" me eram dirigidos a mim. Logico, no?!...
Ou será que temos aqui mais um exemplo da lógica brilhante utilizada pelo meu ilustre arguente...
>Você poderia, ao menos, ler com atenção e algum
>cuidado para não dizer tantas baboseiras em tão curto
>espaço; e, depois, se pretende defender as posições do
>Marx, deveria também ao menos conhecê-lo. É que você,
>para fiél, é muito heterodoxo, ainda que a sua
>heterodoxia penda mais para o ecletismo!
Baboseiras, será mais um mimo dirigido a algum ET que por aqui passe de corrida?...
O ecletismo assumo... Muitas vezes até faço disso "bandeira", eh eh eh
E quem disse que eu era "fiel" e "ortodoxo" (cá está mais um exemplo da muita atenção com que o Fagundes lê aquilo que eu aqui escrevo... eh eh eh
E o que é que exactamente é uma "baboseira"?... O eu explicar "tim-tim" por "tim-tim" a minha argumentação, ou o Fagundes à falta de argumentos dizer esta coisa profunda e esclarecedora: "O que o Statter disse é uma baboseira"?...
>Mas aquela de em situação de concorrência pura o lucro
>económico ser zero, é a melhor da festa!
Começo é a desconfiar que o Fagundes não faz é a mínima ideia do que é que eu estou a falar... Se calhar, além de não ser economista (presumo, e isso não é mal nenhum, diga-se de passagem... Eu também não sou... eh eh eh) nunca se deu foi ao trabalho de estudar minimamente os mais conhecidos autores da "Economia do main-stream". A tal do marginalismo...
Então eu esclareço (enfim... dou umas dicas que "isto" dá trabalho e o meu tempo custa algum dinheiro... eh eh eh)
Ora bem: Comecemos pelo Francisco Mochón ("ECONOMIA, Teoria y Politica" – McGraw-Hill, Madrid 1992, páginas 216 a 219).
"Este proceso terminará, al menos en teoría, cuando el precio haya descendido hasta el nivel mínimo de los costes medios a largo plazo y hayan desaparecido los beneficios económicos o extraordinarios"...
O processo a que se refere aqui Mochón é o processo "a tatonnements", seguido por todas as empresas, na sua incessante busca de uma minimização de custos ou de maximização da eficiência ou produtividade. Lembro ainda que o chamado "lucro normal" é, em teoria económica convencional ("pura"), considerado como um custo.
Passemos a Samuelson, ("ECONOMICS" – 8th Edition, McGraw-Hill, New York 1970) onde a questão depois de detalhamente discutida (a páginas 593 a 597) é muito pragmáticamente resumida numa nota de rodapé (de tão banal...). Passo a citar,
"If there is great inequality in the distribution of ownership of factors of production, then even under the most perfect competition (WHERE PURE PROFIT IS ZERO – sublinhado meu...), there can still result a very rich, possibly idle, minority of plutocrats surrounded by masses of lower-income people".
Só para concluir as citações dos mestres da economia do "main stream" (a tal que é alternativa ao paradigma marxista), passo então a Campbell McConnell (ao que me dizem, depois do Samuelson, um dos autores mais utilizados nas escolas de economia dos EUA). ("ECONOMICS – Principles, Problems and Policies" - 7th Edition, McGraw-Hill, New York 1978, páginas 555 e 667...
"In the long run, competitive price will tend to equal the minimum average cost of production. This is so because economic profits will cause firms to enter a competitive industry until those profits HAVE BEEN COMPETED AWAY (desapareceram... e lembro que os ‘normal profits’ são vistos como um custo). Mais adiante (mas julgo que já para aqui transcrevi mais esta "baboseira"...)
"In a purely competitive, static economy, pure profits would be zero" ... etc...
>Você é muito prolixo, alardeia vastos conhecimentos (e
>bengalas), e bondades e capacidades. Será para enganar
>os papalvos? A mim, parece-me que muito do que você
>diz tem qualidade para ir pró lixo!
Só me pergunto porquê este recurso ao insulto barato?... Falta de argumentos?... Desespero de causa?...
>Se é o mais qualificado dos ditos marxistas que este
>fórum consegue atrair, está visto que a conversa não
>passará da cepa torta.
Ora cá está uma situação engraçada... Por um lado não sou certamente o "mais qualificado" dos marxistas que este forum consegue atrair... E por outro a conversa para passar da "cepa torta" tinha que começar por ser "isso" (uma conversa...)
Mas não desespere, continue a estudar que não lhe faz nenhum!
Cordiais saudações,
Guilherme Statter
Ah... se por "milagre" estiver mesmo interessado e não encontrar aqueles autores (afinal as edições já são um bocado pró antigas...) basta consultar qualquer um dos calhamaços que há aí nas livrarias (o Samuelson-Nordhaus, por exemplo) e ir ao índice remissivo e procurar por coisas como "concorrência pura", "lucro", etc...
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