| Subject: Re: teoria do valor e formações pré-capitalistas? |
Author:
Luis Blanch
|
[
Next Thread |
Previous Thread |
Next Message |
Previous Message
]
Date Posted: 31/08/04 16:20
In reply to:
paulo fidalgo
's message, "teoria do valor e formações pré-capitalistas" on 31/08/04 15:32
A teoria da mercadoria-valor nasceu com o capitalismo e é a sua propria razão de ser.
No concreto, hoje o capitalismo adornou essa noção,sofisticou-se com o marketing transformou o valor de uso em Marcas e descaracterizou a "utilidade" das coisas...
Nem Marx nem Lénine tinham instrumentos para discorrer sobre a "Sociedade de Informação" e sobre a importância dos Bens Intangíveis nas trocas comerciais. A actualidade de Marx e Lénine não passa por esta dialéctica pendular do valor de uso e do valor de troca,parece-me...
>
>O argumento de que a teoria do valor não se pode
>aplicar a um modo de produção tão complexo como o
>capitalismo, antes talvez se possa melhor aplicar a
>formações pre-capitalistas, é um argumento antigo.
>
>Foi empregue por Adam Smith contra Ricardo.
>
>A este argumento respondem os marxistas (alguns pelo
>menos) assim:
>
>A teoria do valor é historicamente espcífica do
>capitalismo pois que requer o funcionamento dominante
>do mercado e, portanto, a sua aplicação a formações
>anteriores, é um nonesense dado que sem mercado
>dominante não há lugar a uma discussão do tipo daquela
>que está na base da teoria do valor. Não tenho agora
>aqui a referência precisa mas consta do importante
>livre recente, de 2003, que se chama "value theory and
>the world economy today", onde colcaboram marxistas
>asiáticos, franceses, americanos e ingleses e visa a
>análise da globlização. A tese do livro comum a todas
>as intervenções, ou a quase todas é esta: nunca como
>agora, no contexto da globalização se releva tá
>crucial e completa a teoria do valor por comparação
>com as teorias burguesas rivais.
>
>quanto à produtividade diferente como argumento para
>contestar a teoria do valor, está amplamente discutida
>nos vários textos preparatórios do capital e no
>próprio dito cujo.
>
>O que resumidamente se diz é que a operação de troca,
>se faz mentalmente por uma abstração. Ela suprime a
>mercadoria concreta, o trabalho concreto, o talento
>concreto e o tempo concreto que estiveram na base sa
>sua criação. E reduz essa especificidade real a uma
>representação mental abstracta da mmrcadoria geral,
>fruto de um trabalho geral, com talento médio e tempo
>médio requerido. Em cada momento, a noção táctita
>dessa anstração pode variar nas trocas múltiplas que
>acontecem no mercado, mas a maioria dos trocadores
>remete sempre para uma referência geral abstracta.
>
>Se, como é lógico, um capitalista consegue produções a
>menor custo, fruto da inovação técnica e da ameaça
>sobre o trabalhador irá conseguir gerar bens com valor
>menor, e irá vendê-los pelo valor referência que o
>mercado assume ainda naquela altura. Isso fá-lo ganhar
>uma margem adicional. E conseguirá fazê-lo enquanto o
>mercado não se compenetrar da alteração para baixo
>induzida no valor
[
Next Thread |
Previous Thread |
Next Message |
Previous Message
]
| |