| Subject: teoria do valor e formações pré-capitalistas |
Author:
paulo fidalgo
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Date Posted: 31/08/04 15:32
In reply to:
José Manuel Correia
's message, "Re: TROCA DESIGUAL E EVOLUÇÃO SOCIAL - 1" on 27/08/04 16:51
JMC
O argumento de que a teoria do valor não se pode aplicar a um modo de produção tão complexo como o capitalismo, antes talvez se possa melhor aplicar a formações pre-capitalistas, é um argumento antigo.
Foi empregue por Adam Smith contra Ricardo.
A este argumento respondem os marxistas (alguns pelo menos) assim:
A teoria do valor é historicamente espcífica do capitalismo pois que requer o funcionamento dominante do mercado e, portanto, a sua aplicação a formações anteriores, é um nonesense dado que sem mercado dominante não há lugar a uma discussão do tipo daquela que está na base da teoria do valor. Não tenho agora aqui a referência precisa mas consta do importante livre recente, de 2003, que se chama "value theory and the world economy today", onde colcaboram marxistas asiáticos, franceses, americanos e ingleses e visa a análise da globlização. A tese do livro comum a todas as intervenções, ou a quase todas é esta: nunca como agora, no contexto da globalização se releva tá crucial e completa a teoria do valor por comparação com as teorias burguesas rivais.
quanto à produtividade diferente como argumento para contestar a teoria do valor, está amplamente discutida nos vários textos preparatórios do capital e no próprio dito cujo.
O que resumidamente se diz é que a operação de troca, se faz mentalmente por uma abstração. Ela suprime a mercadoria concreta, o trabalho concreto, o talento concreto e o tempo concreto que estiveram na base sa sua criação. E reduz essa especificidade real a uma representação mental abstracta da mmrcadoria geral, fruto de um trabalho geral, com talento médio e tempo médio requerido. Em cada momento, a noção táctita dessa anstração pode variar nas trocas múltiplas que acontecem no mercado, mas a maioria dos trocadores remete sempre para uma referência geral abstracta.
Se, como é lógico, um capitalista consegue produções a menor custo, fruto da inovação técnica e da ameaça sobre o trabalhador irá conseguir gerar bens com valor menor, e irá vendê-los pelo valor referência que o mercado assume ainda naquela altura. Isso fá-lo ganhar uma margem adicional. E conseguirá fazê-lo enquanto o mercado não se compenetrar da alteração para baixo induzida no valor
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