Depois de ler muito a frase que citas e com a ajuda do teu último comentário percebi o que a frase queria dizer, mas penso que basta a sua primeira oração: “Quando uma sociedade descobriu a lei que determina o seu movimento, ...” para justificar o que queres dizer ou o que aquelas autoras querem afirmar. Quanto a mim parece-me que é pouco, pois se é só nesta frase que elas se baseiam para dizer que Marx era um determinista, não conseguem com isto convencer ninguém. Mas, quanto a mim, esse não é o problema central da nossa troca de ideias. Sobre Marx e o determinismo deixo isso para o Statter, que me parece que está a ganhar ao Fagundes em argumentação, apesar de eu não ter dúvidas que o marxismo soviético era profundamente determinista, a tal ponto que rejeitou a “lei da incerteza” de Heisenberg.
Aquilo que é o principal, e eu não li o livro de que falas, é de que Marx rejeitaria a selecção natural por ser determinista. Ora não basta dizer que Marx é determinista e por isso rejeita essa teoria, é preciso provar, com textos, que ele a rejeita especificamente. E isso não está feito.
Penso que estamos esclarecidos.
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