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Date Posted: 12:36:01 05/30/06 Tue
Author: Cinara Lopes
Subject: Semana12: Modelo Fractal de aquisição de línguas

Como já mencionei antes, em minha narrativa de aprendizagem, estudei durante muitos anos na mesma escola de idiomas, e eles sempre trabalharam com o método comunicativo, visando comunicação, interação e motivação. Quando eu tinha 17 anos e estava me preparando para tirar o FCE, meus pais começaram a não ter mais condições de manter esse curso, então eu conversei com a diretora da escola e comecei a dar aulas de monitoria para alunos de níveis básicos e intermediários. Dessa forma, paguei meia mensalidade até o fim do curso, quando consegui tirar o FCE e comecei a dar aulas em uma escola direcionada para crianças. Esse fato imprevisível e, muitas vezes difícil de ser aceito poderia ter sido uma barreira, mas na verdade serviu para que eu corresse atrás e não desistisse de terminar o que havia começado anos antes. Além disso, tive a oportunidade de ver que eu realmente gostava de dar aulas e que essa seria minha profissão. Na verdade, as questões adversas do ambiente estão aí para todos, mas cada um reage de uma forma. “As possibilidades são infinitas, pois infinitos são os fatores que interferem no processo de aprendizagem.” (BRUNO, p.8) Além das diferenças, mudanças e adversidades encontradas no ambiente, devemos levar em consideração a teoria humanista e lembrar sempre que cada indivíduo é uma ser completo, complexo e distinto do outro, de modo que reagirá diferentemente em cada situação.
Através desse texto sobre o modelo fractal, refleti mais uma vez sobre a complexidade do processo de aprendizagem e do quão imprevisível e caótico ele pode parecer. Mas pude ver também que dentro do caos existe uma lógica. “Aprendizagem de línguas...- complexo pela dificuldade de descrição e adaptativo pela capacidade de adaptação às diferentes condições que lhe são impostas pelo ambiente.”(BRUNO, p.3) O próprio aluno é capaz de criar estratégias para superar suas dificuldades, desenvolvendo dessa forma sua criatividade. De acordo com o autor do texto é papel do professor “perturbar” a zona estável, desequilibrar o processo gerando a necessidade de se criar soluções, novos enunciados. Estímulos, muitas vezes considerados pequenos, podem gerar grandes alterações.
Mais uma vez, pude refletir também sobre a forma como devemos corrigir nossos alunos. Após ler o texto notamos que o caos é parte do processo de aprendizagem, é um momento de desestabilidade no qual o aprendiz pode cometer erros que são parte de uma busca criativa pela solução, pelo melhor enunciado a ser utilizado. E muitas vezes esse momento não é respeitado pelo professor, que, na ânsia de logo obter uma resposta “correta”, “atropela” o raciocínio do aluno não deixando que o equilíbrio se restabeleça de forma natural e se dê o processo de aprendizagem. Não devemos nos esquecer de que cada processo se dá de forma diferente, em diferentes indivíduos e situações, portanto não se pode esperar que um único resulta seja atingido. Muitas vezes o professor se frustra com determinada atividade devido às imensas expectativas de que um resultado uniforme será atingido, e “erros” podem aparecer como fruto de um importante processo criativo.
O aprendiz é o maior responsável por seu aprendizado, e muitos métodos até hoje não deram certo por ignorar esse fato. Antes, o aluno era visto como um ser passivo, receptáculo de informações, sugestões, ordens e avaliações, hoje sabe-se que isso não é verdade, e a maioria dos métodos tem reconhecido a importância do aluno no processo de aprendizagem. “O aprendiz é parte central do processo e deve ser visto como agente de sua própria aprendizagem e não como um objeto que se plasma de acordo com s imposições dos métodos e do professor.”(BRUNO p.9) Dessa forma, o processo se dá como uma negociação, uma troca e o professor deixa de ser o detentor do conteúdo e passa a ser catalisador do processo de aprendizagem, no qual o aluno passa a ser a peça chave.

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