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Subject: O Ocidente deve respeitar os resultados das eleições na Ucrânia


Author:
BHHRG
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Date Posted: 25/11/04 21:16

O Ocidente deve respeitar os resultados das eleições na Ucrânia

Ucrânia: 2ª volta da Eleição Presidencial

Este relatório preliminar dos observadores do BHHRG (Grupo dos Direitos Humanos British-Helsinki) na controversa 2ª volta das eleições presidenciais ucranianas desafia a imagem amplamente desanimada pelos media de fraude organizada pelo governo contra uma oposição impoluta na base de reportagens preliminares

24 de Novembro de 2004-11-25
O BHHRG mandou observadores para a 2ª volta (...). O BHHRG monitorizou a eleição na cidade e distrito de Kiev. Chernigov, e Transcarpathia. Observou a contagem no centro de Kiev e Uzhgorod.

Ao contrário das condenações emitidas pelos grupos de políticos profissionais e diplomatas ao serviço da OSCE, a maioria de estados da NATO e da EU, os observadores do BHHRG não viram evidências de fraude organizada pelo governo nem de supressão de media da oposição. Têm sido relatados improváveis altos números para o PM Viktor Yanukovich no Sul-este da Ucrânia mas tem sido dada menos atenção aos 90% de resultados pró-Yuschenlo declarados da Ucrânia do Ocidente.

Apesar dos media ocidentais terem relatado amplamente que a oposição na Ucrânia estava, de facto, excluída da broadcast media, particularmente na Ucrânia Ocidental aconteceu o contrário. Na véspera da votação – em flagrante violação da lei que proíbe a propaganda aos candidatos – uma série de anúncios auto-nomeados “informação social mostrando conhecidas pop-stars como a vencedora do festival da Eurovisão Ruslana, vestida os símbolos cor de laranja da candidatura de Yuschenko e apelando ao voto apareceu na televisão estatal!

Apesar de o BHHRG não ter encontrado violações grosseiras nem na 1ª nem na 2ª volta, os observadores do Grupo alarmaram-se pela mudança palpável na atmosfera dentro das estações de voto, particularmente na Ucrânia central. Na 1ª volta, prevaleceu uma atmosfera ordeira durante o dia. Na 2ª volta a situação tinha-se tornado tensa e caótica. Na observação do BHHRG a mudança na 2ª volta foi atribuída principalmente a uma super abundância de observadores locais, que exerceram uma influência indevida
No processo e nalgumas instâncias foram um factor de intimação. A vasta maioria dos observadores nas estações de voto eram representantes de Viktor Yushchenko.

As urnas transparentes significavam que os observadores podiam frequentemente ver como as pessoas tinham votado.
Esta inovação aprovada pela OSCE trouxe intimidação aos votantes dos candidatos mais impopular dado que poucos apoiantes da minoria desejariam que fosse visto como tinham votado.

A lei eleitoral da Ucrânia só autoriza candidatos e partidos políticos, e não ONG’s a colocar observadores. Contudo, observadores podem ser postos disfarçados de jornalistas. Por exemplo o KVU (Committee of Voters of Ucrânia) suportado pelo Ocidente – claramente simpatizante da oposição – colocou observadores através da Ucrânia como “correspondentes” do jornal da organização Tochka Zora. Em 31 de Outubro, o BHHRG não encontrou representantes deste jornal em parte alguma, mas em 21 de Novembro tais jornalistas-correspondentes era altamente visíveis na Ucrânia central. Em Chernigov 11/208, por exemplo, todos os 6 jornalistas-observadores representavam jornais da oposição e um da Tochka Zora, permaneceu muito perto da urna inspeccionando como eram feitos os votos. Porque os votos na 2ª volta era muito mais pequenos que os da 1ª volta e não eram colocados dentro de um envelope antes da inserção nas urnas transparentes, o segredo do voto ficou comprometido. Neste caso, a impressão imediata era que a jovem correspondente da Tochka Zora exercia mais controlo sobre o processo do que o próprio presidente da comissão eleitoral.

Em Chernigov (7/208), todos os 7 jornalistas-observadores representavam jornais da oposição, nalguns casos simples temporárias publicações de campanha tal como o folheto de propaganda Tak – o seu slogan de campanha “Sim”. Numa cena exemplar do modo de votar em 21 de Novembro BHHRG observou uma mulher idosa de aparência nervosa a emergir duma cabine a aproximar-se dos três observadores da oposição sentados directamente atrás da urna e a perguntar “Preenchi o boletim correctamente?” Um observador inspeccionou o boletim e respondeu “Sim”. O boletim não dobrado da mulher era visível na urna transparente.

Tais grupos da oposição de jornalistas/observadores não foram evidentes na região Transcarpathiana visitada pelos observadores do BHHRG. Agentes de sondagens em Mukachevo admitiram ser apoiantes de Yushchenko e faziam as suas sondagens duma maneira simplista – perguntando a cada 20º votante pela sua escolha sem a categorizar por idade, classe, etc. 40% dos votantes recusaram dizer em quem tinham votado, mas 80% dos restantes disseram que o tinham feito em Yushchenko. As sondagens claramente não eram científicas – menos ainda que as que prediziam que Kerry suplantava George W. Bush na Florida e Ohio!

Numa estação de voto ligada à Universidade de Uzhgorod’s um grupo de jovens rapazes observadores de permaneciam à volta da entrada da sala de votação e perto da urna. Os regulamentos da OSCE condenam a presença deste tipo de pessoas não autorizadas. O presidente da comissão desta estação de voto declarou que quatro membros da comissão de eleição tinham impedido observadores de Mr. Yushenko de cumprir as suas tarefas o que levou à intervenção de advogados. Quando esta acusação foi apresentada aos outros membros da comissão eles ficaram abismados e disseram que tal incidente não se registara. O presidente pareceu chocado por os observadores do BHHRG terem procurado confirmar este relato detalhado da irregularidade dalguns dos seus colegas ao questionar outras testemunhas, mas nenhuma observação apropriada devia aceitar as alegações sem as pôr em dúvida.

Conclusão:

Seja qual for o caso na Ucrânia do Sudeste, foi claro para os observadores deste Grupo que na Ucrânia Central e na Ucrânia Ocidental a oposição exerceu um controlo quase completo. A media broadcast mostrou parcialidade, nestas áreas, a favor de Mr. Yushchenko, particularmente na Ucrânia ocidental onde Mr Yanukovich ficou invisível – nem sequer foi mostrado a votar no dia da votação. É ingénuo pensar-se que somente o governo tinha os meios para exercer influência imprópria sobre a votação. Pelo que o BHHRG observou, a oposição exerceu um controlo desproporcionado no processo eleitoral em muitos lugares, fazendo crescer a preocupação que a oposição – não somente as autoridades – podem ter cometido violações e podem ter falsificado os votos em áreas controladas pela oposição. Os chamados “recursos administrativos” nos locais visitados pelo BHHRG pareceram estar nas mãos da oposição, não do governo, e isso pode ter assustado os eleitores. Depois de tudo, desde domingo, polícia e pessoal de segurança nalgumas cidades ocidentais declararam a sua lealdade ao “presidente” Yushchenko.

A parcialidade aberta dos governos ocidentais e dos seus observadores nomeados na delegação da OSCE, alguns dos quais apareceram nas plataformas da oposição, torna irracional confiar nos seus relatórios.

Apesar das preocupações, o BHHRG não encontra razões para acreditar que o resultado final da eleição presidencial de 2004, na Ucrânia não foi na generalidade representativo da genuína vontade popular. A eleição mostrou uma escolha genuína de candidatos, activas campanhas pré-eleitorais e uma alta participação de eleitores. É claro que a opinião ucraniana estava altamente polarizada. O que significa que muitos apoiantes do candidato perdedor acham difícil aceitar a derrota. Os estrangeiros não devem encorajar conflitos civis pelo facto de o candidato cujas despesas suportaram prodigamente acabou por ser um perdedor.
(...)
(WWW.oscewatch.org)

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Subject Author Date
Re: O Ocidente deve respeitar os resultados das eleições na Ucrâniaobservador25/11/04 22:33
Re: O Ocidente deve respeitar os resultados das eleições na UcrâniaJosé Alberto Costa26/11/04 0:44


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