| Subject: Re: O Ocidente deve respeitar os resultados das eleições na Ucrânia |
Author:
observador
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Date Posted: 25/11/04 22:33
In reply to:
BHHRG
's message, "O Ocidente deve respeitar os resultados das eleições na Ucrânia" on 25/11/04 21:16
Porque é que os nossos media não ligaram ainda nenhuma importância ao relatório desta ONG que esteve de facto nas eleições ucranianas desde 1994 e em 2004 na 1ª e na 2ª volta das presidenciais?
Porque é que damos crédito às baboseiras dos senhores da OSCE e da UE que por lá andam e não procuramos saber também doutras fontes?
>O Ocidente deve respeitar os resultados das eleições
>na Ucrânia
>
>Ucrânia: 2ª volta da Eleição Presidencial
>
>Este relatório preliminar dos observadores do BHHRG
>(Grupo dos Direitos Humanos British-Helsinki) na
>controversa 2ª volta das eleições presidenciais
>ucranianas desafia a imagem amplamente desanimada
>pelos media de fraude organizada pelo governo contra
>uma oposição impoluta na base de reportagens
>preliminares
>
>24 de Novembro de 2004-11-25
>O BHHRG mandou observadores para a 2ª volta (...). O
>BHHRG monitorizou a eleição na cidade e distrito de
>Kiev. Chernigov, e Transcarpathia. Observou a contagem
>no centro de Kiev e Uzhgorod.
>
>Ao contrário das condenações emitidas pelos grupos de
>políticos profissionais e diplomatas ao serviço da
>OSCE, a maioria de estados da NATO e da EU, os
>observadores do BHHRG não viram evidências de fraude
>organizada pelo governo nem de supressão de media da
>oposição. Têm sido relatados improváveis altos números
>para o PM Viktor Yanukovich no Sul-este da Ucrânia mas
>tem sido dada menos atenção aos 90% de resultados
>pró-Yuschenlo declarados da Ucrânia do Ocidente.
>
>Apesar dos media ocidentais terem relatado amplamente
>que a oposição na Ucrânia estava, de facto, excluída
>da broadcast media, particularmente na Ucrânia
>Ocidental aconteceu o contrário. Na véspera da votação
>– em flagrante violação da lei que proíbe a propaganda
>aos candidatos – uma série de anúncios auto-nomeados
>“informação social mostrando conhecidas pop-stars como
>a vencedora do festival da Eurovisão Ruslana, vestida
>os símbolos cor de laranja da candidatura de Yuschenko
>e apelando ao voto apareceu na televisão estatal!
>
>Apesar de o BHHRG não ter encontrado violações
>grosseiras nem na 1ª nem na 2ª volta, os observadores
>do Grupo alarmaram-se pela mudança palpável na
>atmosfera dentro das estações de voto, particularmente
>na Ucrânia central. Na 1ª volta, prevaleceu uma
>atmosfera ordeira durante o dia. Na 2ª volta a
>situação tinha-se tornado tensa e caótica. Na
>observação do BHHRG a mudança na 2ª volta foi
>atribuída principalmente a uma super abundância de
>observadores locais, que exerceram uma influência
>indevida
>No processo e nalgumas instâncias foram um factor de
>intimação. A vasta maioria dos observadores nas
>estações de voto eram representantes de Viktor
>Yushchenko.
>
> As urnas transparentes significavam que os
>observadores podiam frequentemente ver como as pessoas
>tinham votado.
>Esta inovação aprovada pela OSCE trouxe intimidação
>aos votantes dos candidatos mais impopular dado que
>poucos apoiantes da minoria desejariam que fosse visto
>como tinham votado.
>
>A lei eleitoral da Ucrânia só autoriza candidatos e
>partidos políticos, e não ONG’s a colocar
>observadores. Contudo, observadores podem ser postos
>disfarçados de jornalistas. Por exemplo o KVU
>(Committee of Voters of Ucrânia) suportado pelo
>Ocidente – claramente simpatizante da oposição –
>colocou observadores através da Ucrânia como
>“correspondentes” do jornal da organização Tochka
>Zora. Em 31 de Outubro, o BHHRG não encontrou
>representantes deste jornal em parte alguma, mas em 21
>de Novembro tais jornalistas-correspondentes era
>altamente visíveis na Ucrânia central. Em Chernigov
>11/208, por exemplo, todos os 6
>jornalistas-observadores representavam jornais da
>oposição e um da Tochka Zora, permaneceu muito perto
>da urna inspeccionando como eram feitos os votos.
>Porque os votos na 2ª volta era muito mais pequenos
>que os da 1ª volta e não eram colocados dentro de um
>envelope antes da inserção nas urnas transparentes, o
>segredo do voto ficou comprometido. Neste caso, a
>impressão imediata era que a jovem correspondente da
>Tochka Zora exercia mais controlo sobre o processo do
>que o próprio presidente da comissão eleitoral.
>
>Em Chernigov (7/208), todos os 7
>jornalistas-observadores representavam jornais da
>oposição, nalguns casos simples temporárias
>publicações de campanha tal como o folheto de
>propaganda Tak – o seu slogan de campanha “Sim”. Numa
>cena exemplar do modo de votar em 21 de Novembro BHHRG
>observou uma mulher idosa de aparência nervosa a
>emergir duma cabine a aproximar-se dos três
>observadores da oposição sentados directamente atrás
>da urna e a perguntar “Preenchi o boletim
>correctamente?” Um observador inspeccionou o boletim e
>respondeu “Sim”. O boletim não dobrado da mulher era
>visível na urna transparente.
>
>Tais grupos da oposição de jornalistas/observadores
>não foram evidentes na região Transcarpathiana
>visitada pelos observadores do BHHRG. Agentes de
>sondagens em Mukachevo admitiram ser apoiantes de
>Yushchenko e faziam as suas sondagens duma maneira
>simplista – perguntando a cada 20º votante pela sua
>escolha sem a categorizar por idade, classe, etc. 40%
>dos votantes recusaram dizer em quem tinham votado,
>mas 80% dos restantes disseram que o tinham feito em
>Yushchenko. As sondagens claramente não eram
>científicas – menos ainda que as que prediziam que
>Kerry suplantava George W. Bush na Florida e Ohio!
>
>Numa estação de voto ligada à Universidade de
>Uzhgorod’s um grupo de jovens rapazes observadores de
>permaneciam à volta da entrada da sala de votação e
>perto da urna. Os regulamentos da OSCE condenam a
>presença deste tipo de pessoas não autorizadas. O
>presidente da comissão desta estação de voto declarou
>que quatro membros da comissão de eleição tinham
>impedido observadores de Mr. Yushenko de cumprir as
>suas tarefas o que levou à intervenção de advogados.
>Quando esta acusação foi apresentada aos outros
>membros da comissão eles ficaram abismados e disseram
>que tal incidente não se registara. O presidente
>pareceu chocado por os observadores do BHHRG terem
>procurado confirmar este relato detalhado da
>irregularidade dalguns dos seus colegas ao questionar
>outras testemunhas, mas nenhuma observação apropriada
>devia aceitar as alegações sem as pôr em dúvida.
>
>Conclusão:
>
>Seja qual for o caso na Ucrânia do Sudeste, foi claro
>para os observadores deste Grupo que na Ucrânia
>Central e na Ucrânia Ocidental a oposição exerceu um
>controlo quase completo. A media broadcast mostrou
>parcialidade, nestas áreas, a favor de Mr. Yushchenko,
>particularmente na Ucrânia ocidental onde Mr
>Yanukovich ficou invisível – nem sequer foi mostrado a
>votar no dia da votação. É ingénuo pensar-se que
>somente o governo tinha os meios para exercer
>influência imprópria sobre a votação. Pelo que o BHHRG
>observou, a oposição exerceu um controlo
>desproporcionado no processo eleitoral em muitos
>lugares, fazendo crescer a preocupação que a oposição
>– não somente as autoridades – podem ter cometido
>violações e podem ter falsificado os votos em áreas
>controladas pela oposição. Os chamados “recursos
>administrativos” nos locais visitados pelo BHHRG
>pareceram estar nas mãos da oposição, não do governo,
>e isso pode ter assustado os eleitores. Depois de
>tudo, desde domingo, polícia e pessoal de segurança
>nalgumas cidades ocidentais declararam a sua lealdade
>ao “presidente” Yushchenko.
>
>A parcialidade aberta dos governos ocidentais e dos
>seus observadores nomeados na delegação da OSCE,
>alguns dos quais apareceram nas plataformas da
>oposição, torna irracional confiar nos seus
>relatórios.
>
>Apesar das preocupações, o BHHRG não encontra razões
>para acreditar que o resultado final da eleição
>presidencial de 2004, na Ucrânia não foi na
>generalidade representativo da genuína vontade
>popular. A eleição mostrou uma escolha genuína de
>candidatos, activas campanhas pré-eleitorais e uma
>alta participação de eleitores. É claro que a opinião
>ucraniana estava altamente polarizada. O que significa
>que muitos apoiantes do candidato perdedor acham
>difícil aceitar a derrota. Os estrangeiros não devem
>encorajar conflitos civis pelo facto de o candidato
>cujas despesas suportaram prodigamente acabou por ser
>um perdedor.
>(...)
>(WWW.oscewatch.org)
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