Author:
Jorge Nascimento Fernandes
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Date Posted: 27/09/04 15:29
In reply to:
José de Sousa
's message, "Re: A aliança entre burocratas e sindicalistas" on 27/09/04 14:27
Sobre a Censura: resposta a José de Sousa
Há certos intervenientes neste fórum que ficam muito encrespados quando alguém vem aqui defender os seus pontos de vista, ou seja, está na disposição de ir à luta e mais, dado que tem atrás de si um substracto cultural, uma ideologia, defende as suas convicções e faz a análise do que cada um aqui diz, criticando os pontos de vista dos outros intervenientes e o substracto ideológico em que fundamentaram as suas intervenções.
É impossível, quando alguém afirma que há conivência entre a burocracia do Ministério e o sindicatos dos professores, e não estamos a pensar num qualquer sindicato, mas na FENPROF, aquele a quem servem as lutas, não poder vir alguém dizer que essa afirmação, caracterizadamente ideológica, é uma afirmação de direita. Quem quer censura são todos aqueles que acham que não se pode caracterizar do ponto de vista ideológico um texto aqui inserido e só poderíamos divergir nas questões de facto. Lamento, mas para isso não contam comigo. Sou uma voz livre, que sempre que achar que um texto reflecte uma ideologia contrária há minha o possa dizer sem censuras.
Quanto a ortodoxos e renovadores, eu próprio, sem precisar do conselho de ninguém escrevi, na altura oportuna, um texto que foi aqui inserido nos Textos e Documentos e que reflecte o meu ponto de vista sobre o que é ser renovador comunista hoje em dia. Assim gostava que todos pudessem, com a clareza que eu penso que escrevo, expressar previamente os seus pontos de vista e não aparecerem à sorrelfa a ratar nas canelas dos outros.
Sobre a situação do ensino e sem ser um especialista, ou seja, sem me arvorar em especialista, assisti no outro dia a uma debate na televisão em que interveio a ministra, a moderadora, que é a mais parva moderadora que eu já vi, e o António Teodoro. Sabendo todos o percurso que este fez, e não é isso não está aqui em causa, pareceu-me que uma das suas intervenções, a que ouvi, muito mais lúcida do que todos os discursos que aqui são feitos sobre a crise do nosso ensino. Teodoro inseria os problemas actuais do ensino, nas alterações que nele advieram depois do 25 de Abril com o acesso das massas ao mesmo. Portanto, para além das simplificações apressadas que se gostam de fazer, e das soluções que sempre pensamos que temos na manga, seria bom que estudássemos o assunto, o enquadrássemos na nossa história contemporânea e na luta de classes, que não passa de certeza por essa abstracção que é a afirmação da aliança entre burocratas do Ministério e sindicalistas.
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