Author:
Fernando Penim Redondo
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Date Posted: 30/09/04 11:01
In reply to:
Gonçalo Valverde
's message, "Re: Software Livre - A discussão errada" on 28/09/04 14:50
Caro Gonçalo,
compreendo os teus argumentos que são pertinentes para as pessoas envolvidas com o desenvolvimento de software, no entanto continuo a pensar que os quatro principios base do software livre
1- A liberdade de executar o software, para qualquer uso.
2- A liberdade de estudar o funcionamento de um programa e de adaptá-lo às suas necessidades.
3- A liberdade de redistribuir cópias.
4- A liberdade de melhorar o programa e de tornar as modificações públicas de modo que a comunidade inteira beneficie da melhoria.
são completamente indiferentes para a generalidade dos utilizadores das ferramentas.
Penso até que é uma benção para essas pessoas que haja só uma versão dos programas pois assim podem entreajudar-se já que todos conhecem a mesma versão.
No "mundo real" acontece, por exemplo, que amigos meus ainda não conseguiram usar este forum e eu tenho alguma dificuldade quando os encontro em explicar o que devem fazer...(se cada um de nós usasse uma versão diferente então era missão impossível).
Claro que estou a falar do software que é usado pelos comuns mortais, browser, editor de textos, etc e não do software de gestão de redes, por exemplo, que é completamente transparente para o utilizador comum.
Penso que é também necessário perceber que neste processo de standardização o mais importante é a capacidade de distribuição e suporte a nível global e não a "qualidade" do software. Poderíamos criar um ambiente caótico de versões regionais ou locais de certas ferramentas.
Tudo o que acabo de dizer não me impede de concordar contigo acerca dos abusos no patenteamento de autoria que deve ser combatido.
O meu princípio como já te disse é garantir que é mesmo o autor, o ser humano, que controla as suas criações pelo que eu luto pela proibição da apropriação pelas empresas.
Dentro deste mesmo princípio defendo que o autor deve ter o direito de escolher se o seu software (ou música, ou livro, ou site...) é "livre" ou não é.
Finalmente a questão da "socialização dos meios de produção"; eu penso que ainda não chegámos a essa fase.
Para já devíamos tentar conseguir uma primeira etapa: garantir que são os autores a beneficiar com aquilo que produzem e não os agentes parasitários.
Quanto a mim era muito mais importante a propriedade social das redes de comunicação garantindo o acesso livre de todos.
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