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Date Posted: 20:08:42 05/08/06 Mon
Author: Margaret Horta Nassif
Subject: Semana 9: 8-12 - Desenvolvendo a habilidade de leitura

Semana 9: 8-12
PAIVA, V.L.M.O.Desenvolvendo a habilidade de leitura In: PAIVA, V.L.M.O. (Org.). Práticas de ensino e aprendizagem de inglês com foco na autonomia. Belo Horizonte: Faculdade de Letras da UFMG, 2005. p. 129- 147.(Versão em espanhol será enviada através da lista de discussão)
Tendo o texto como referência, avalie como a leitura foi ou é desenvolvida em suas experiências de ensino e aprendizagem.

Colegas,

O texto inicia-se com uma afirmação muito verdadeira, que coloca a leitura como uma presença viva em nossas vidas, pois está associada às nossas atividades de trabalho, lazer e até mesmo em atividades da nossa vida cotidiana, representadas por tarefas simples, tais como “fazer compras ou ler um bilhete deixado por um familiar ou amigo”.

Já de início, PAIVA nos traz uma atividade que nos favorece a avaliação de nosso tipo de leitura diária comparada à leitura de nossos alunos. Com esta atividade vamos comparar, destacar as semelhanças e as diferenças.

Noto que posso avaliar que a minha leitura foi desenvolvida, por exemplo, aproveitando o meu gosto de ler estórias, contos e narrativas. Isto me fez passar esta satisfação aos meus alunos, e além disso, eles me confidenciaram que gostavam muito de ler notícias de jornais e revistas da atualidade. Por isto, nós nos programamos para trazer o material de tivéssemosmos disponível em nossa casa para iniciarmos este tipo leitura enfocando várias atividades do nosso programa escolar, dentro das habilidades de ler, escrever, interpretar, ouvir e falar.

PAIVA (2005, p. 130) afirma que “segundo Brown (1994, p. 297), a leitura em voz alta é pouco produtiva, além de não ser uma atividade muito autêntica, pois, enquanto um aluno lê, os outros podem perder a atenção ou ficar lendo o parágrafo da frente.” O que não tira totalmente o seu valor, mas, na verdade, para Brown, “a leitura em voz alta serve apenas para checar pronúncia, avaliar o processamento dos itens lingüísticos e dar oportunidade de participação para alguns alunos” Brown também afirma que apesar de ele considerar que esse tipo de participação pode ser apenas aparente, pois ele ainda acha que a leitura em voz alta pode ser uma mera recitação.

PAIVA abre um leque dos tipos de leitura que fazemos diariamente, cada qual com o seu propósito:
1. jornais para nos informar sobre o mundo em nossa volta;
2. rótulos de produtos para identificar seus componentes e prazos de validade;
3. manuais para poder operar equipamentos;
4. cartas e e-mails para interagir com as pessoas;
5. formulários para inserir as informações solicitadas;
6. romances e contos para nos distrair e nos dar prazer estético; etc.


PAIVA apresenta os processos:
1. bottom-up , onde a “atividade de leitura é um processo de construção de significados que envolve a habilidade de processar as informações registradas no papel ou em uma tela”. Neste processo, o leitor lança mão de seu conhecimento lingüístico – nomeadamente o vocabulário, os prefixos e sufixos, os marcadores discursivos, organização textual, conjunções etc.
2. top-down que é “o conhecimento de mundo que o leitor aciona para compreender um texto”. Este processo consiste em um jogo de adivinhações em que o leitor utiliza seu conhecimento de mundo (background knowledge) para testar hipóteses e fazer previsões sobre o que vai encontrar em um texto. Assim, a leitura é vista como construção de significados e não como mera transmissão de informação, visto que leitores diferentes atribuem significados diferentes ao mesmo texto”

E traz exemplo concreto deste processamento onde o leitor vai detectar palavras cognatas e saberá identificar do que se trata o texto. Então, o leitor, nesta fase, vai usar seu conhecimento de mundo (processo top-down) para produzir sentido e vai buscar no texto (processo bottom-up) informações lingüísticas para dar suporte às suas hipóteses. PAIVA enfatiza que o processo descrito acima é uma hipótese do que pode acontecer com um leitor. É possível que aconeça de forma diferente com outra pessoa, e é aí que poderão ser usadas outras estratégias como, por exemplo, a consulta ao professor, ao colega, ao dicionário etc. Os processamentos bottom-up e top-down parecem ser uma constante, mas não são as únicas ações em um ato de ler. PAIVA deixa bemclaro que “os leitores têm conhecimento lingüístico variado, experiências de mundo diferentes e usam estratégias de aprendizagem de acordo com seus estilos cognitivos e de personalidade.

A seguir, PAIVA apresenta duas estratégias de leitura mais citadas pelos estudiosos da habilidade de leitura são: scanning e skimming. Para Davies (1995, p.150-151) skimming “envolve a exploração, pelo estudante, dos aspectos afetivos da interação entre o escritor e o leitor e as de scanning têm por objetivo a organização e estruturação do processamento cognitivo do texto.” Ambas são estratégias associadas a leituras rápidas e são muito semelhantes.
Ao usar a estratégia de scanning, o leitor sabe o que está procurando, ao passo que ao usara estratégia de skimming, o leitor está em busca do sentido geral do texto, muitas vezes para decidir se vai ler todo o texto de forma mais detalhada.

Uma estratégia não exclui a outra. Muitas vezes você usa a estratégia de skimming para ler em um jornal, por exemplo, a seção de cinema. Você escolhe o filme pelo título e, em seguida, usa a técnica de scanning para localizar o horário. Se o horário for conveniente, você pode usar uma terceira estratégia, ler detalhadamente.

Há, ainda, uma série de estratégias que podem auxiliar no desenvolvimento da leitura, tais como:

1. inferência;
2. utilizar o conhecimento sobre formação de palavras;
3. conhecer a organização textual, os conectivos; usar dicionário;
4. fazer marcas ou anotações no texto;
5. formular perguntas.

A seguir, PAIVA traz algumas sugestões de como desenvolver uma aula de leitura. Sendo que a sugestão foi adaptada de Parrot (1999, p.183). São sugestões altamente eficazes e produtivas:

1. O professor ensina algumas palavras-chaves.
2. Os alunos discutem tópicos relacionados com o conteúdo do texto.
3. Os alunos tentam prever o conteúdo do texto a partir do título, ilustrações, primeira linha etc.
4. Os alunos fazem uma leitura rápida para localizar os nomes próprios.
5. Os alunos fazem uma leitura rápida para responder a uma ou a duas perguntas.
6. Os alunos fazem um exercício detalhado no formato false/true.
7. Os alunos localizam “topic sentences” em alguns parágrafos.
8. Os alunos tentam identificar o significado de algumas palavras e expressões a partir do contexto.
9. Os alunos consultam o dicionário.
10. Os alunos fazem perguntas aos colegas e ao professor sobre palavras desconhecidas.
11. O professor chama a atenção para aspectos gramaticais que auxiliam na compreensão.

Seguem, abaixo, alguns tipos de atividades que podem tornar sua aula mais interessante. Estes pontos foram destacados de forma brilhante e acredito muito que contribuam para o sucesso de uma aula de leitura interessante, rica , agradável e estimulante para os alunos:

Classificar elementos de um texto
Colocar eventos em ordem
Colocar parágrafos/frases em ordem.
Combinar um conjunto de títulos com um grupo de pequenos textos
Comparar textos sobre um mesmo assunto
Comparar textos e gravuras
Completar um diagrama após a leitura de um texto
Completar um texto
Completar ou construir um mapa semântico após a leitura de um texto. (ver atividade 4)
Dar título a um texto
Desenhar para ilustrar um texto
Escrever carta ao editor após ler um texto de jornal ou revista
Fazer anotação das idéias principais
Fazer inferências
Fazer previsões
Fazer resumos
Fazer um diagrama indicando relações entre personagens, eventos, itens de um texto etc.
Identificar a idéia principal ou idéias principais
Identificar o que é fato e o que é opinião
Localizar e sublinhar partes do texto
Localizar um número X de erros introduzidos em um texto
Mudar o final de um texto
Ordenar uma seqüência de gravuras
Os alunos lêem textos diferentes e depois se reúnem para compartilhar informações
Procurar informações específicas
Realizar exercícios diversos de retextualização (ex. versão moderna de um conto de fadas)
Responder a questões de múltipla escolha
Segmentar o texto em unidades de significado
Selecionar um livro, filme, ou videogame
Traduzir

Continuando a sua exposição, PAIVA nos fornece algumas atividades de leitura que podem servir de estímulo para a criação de outras atividades. PAIVA afirma em suas Considerações Finais, que “devemos usar textos autênticos, começando com textos simples (menus, headlines, small pieces of news, recipes, simple poems, forms, postcards, tickets, letters; price lists; signs, dictionary) até chegar a textos mais complexos (tales, short stories, biographies, newspapers, magazines, comic strips, reports, reviews, guidebooks).”

E, para finalizar afirma que “o foco apenas na leitura trata a língua como uma língua morta, como se sua manifestação fosse restrita a registros escritos.” Cita Ur (1996, p.141), afirmando que “as atividades de leitura só deveriam acontecer depois que os aprendizes tivessem algum conhecimento da língua falada.” Assim, a leitura seria uma atividade para reconhecer significados e não para decifrar símbolos. Uma forma de salientar o prazer de nossos alunos no aprendizado da língua inglesa é não negar a eles o direito de ouvir essa língua e de aprender a interagir em algumas situações da vida cotidiana, seja de forma oral ou escrita. Não importando que eles possam vir a não ter oportunidades de encontrar estrangeiros ao longo de suas vidas.

Tendo o texto como referência, a leitura em minhas experiências de ensino e aprendizagem tem sido desenvolvida de forma equilibrada, dentro dos parâmetros de respeito ao aprendiz e às suas realizações. Precisamos estabelecer uma estreita relação da leitura em sala de aula com as atividades da vida cotidiana. Sempre procurei trazer uma leitura na sala de aula que fosse voltada não só para construir conhecimento, como sugerido pela autora , mas também muitas vezes para promover interação ou, até mesmo, para experiência estética. Podemos também, ajuntar a todos estes motivos um pretexto para aprender esse ou aquele ponto gramatical ou ainda para treinar pronúncia, por que não? Desde que este não seja o único fim. Qualquer leitura será válida se for impulsionada pelo interesse do momento e pela energia do ambiente, pelo entusiasmo em aprender a recriar e construir novas fontes de ensino/aprendizagem onde possamos beber do melhor, tirando de nossas próprias experiências e vontade de ser cada dia melhor.

Margaret

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