| Subject: Re: O 25 de Novembro e o compromisso com os 9 |
Author:
Ângelo Novo
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Date Posted: 15/12/04 23:15
In reply to:
Jorge Nascimento Fernandes
's message, "O 25 de Novembro e o compromisso com os 9" on 15/12/04 17:12
Sr. Fernandes:
Parece que o senhor perdeu momentaneamente o equilíbrio emocional ao relembrar velhas desgraças. Pena é que me envolva na sua desconexa catilinária e me obrigue a sacudir os "perdigotos" com que me mimoseou. Não será sempre que o farei, até porque já vai sendo tempo de me dedicar a outras tarefas mais úteis e profícuas do que estar aqui a jogar pingue-pongue com gente notoriamente ociosa, num diálogo de que tiro pouco prazer e nenhum proveito.
>Li alguns dos artigos do Ângelo Novo e na altura achei
>que eram reflexões com um mínimo de interesse, apesar
>de virem do lado esquerdo, do “esquerdismo” em alguns
>casos, coisa que já ninguém usa, se exceptuarmos os
>seus amigos da “Política Operária” e o seu inspirador
>mor, o Francisco Martins Rodrigues, onde o Ângelo Novo
>foi beber a prosa contra o Cunhal, o seu inimigo de
>estimação.
Os meus inspiradores políticos são Marx, Engels, Lenine, Trotsky, Rosa Luxemburgo, Gramsci, Lukács, Mao Zedong, Althusser, Paul Sweezy, Samir Amin e alguns mais, nenhum deles português infelizmente.
Não gosto de estar a renegar o Chico que me cede, há mais de 10 anos, as únicas páginas que achei disponíveis em Portugal para publicar o que penso. Mas há que dizer, uma vez mais, pacientemente, que os meus trabalhos e a minha reflexão não tem origem nem se identificam com a corrente política dele.
Sou um marxista clássico e o meu percurso político não tem nada de "esquerdista". A minha "participação" (retrospectiva, já se vê) na revolução de Abril seria como "gonçalvista", como julguei que resultasse óbvio do que escrevi.
É claro que, para reformistas empedernidos e, pior que isso, aspirantes a compagnons de route da "terceira via" neo-liberal socratiana, tudo o que saia fora da ordem constitucional burguesa é "esquerdismo", mas aí o equívoco é deles, não meu.
>Mas a crítica à tal carta, que ninguém percebe onde
>começa e acaba e que o Ângelo nos tenta vender como se
>fosse a de um jovem revolucionário, fica para outra
>altura.
Olhe que não, olhe que não. Não estou a tentar vender nada. Mas como o assunto já deu aso a alguns equívocos aproveito para esclarecer algo que eu (pelos vistos erradamente) pensei que resultasse claro.
O parágrafo inicial e um outro, ambos isolados e em itálico, são do meu correspondente. O resto, quer dizer, a quase totalidade do texto são da minha exclusiva responsabilidade.
Não seria a primeira vez que afirmam ou insinuam que me escondo atrás de testas de ferro, mas eu tudo o que escrevo assino como meu, Ângelo Novo. No meu site estão lá todas a explicações sobre quem sou, a minha cara e a minha morada.
Nem aquilo que acabo de publicar sobre Cunhal tem alguma coisa a ver com o que o Francisco Martins Rodrigues tenha dito algures (sequer a mim particularmente). Na verdade, aquela comparação entre programas, resultou de uma investigação que acabei de fazer agora mesmo. O resto também são pensamentos exclusivamente meus (excepto os a itálico que são do meu correspondente).
Quanto à sua exposição anedotária e aos seus arrazoados desconexos sobre os acontecimentos do PREC, não vou agora deter-me sobre eles porque, francamente, não o merecem e não trazem nada de novo.
Ângelo Novo
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