Author:
Fernando Penim Redondo
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Date Posted: 23/11/04 18:36
In reply to:
Jorge Nascimento Fernandes
's message, "Estado de Bem Estar Social" on 15/11/04 23:29
Relativamente aos serviços públicos de Educação, Saúde, etc.
Nós diziamos:
"Garantir que serviços essenciais aos cidadãos, como a educação e a saúde, são mantidos universais e gratuitos. Tal garantia não passa necessariamente pela prestação directa pelo Estado e pelo estatuto de funcionário publico para os seus agentes, mas sim pelo correcto estabelecimento e controle de normas de funcionamento, tendo sempre como princípio que o objectivo é servir a população e não os grupos, profissionais ou outros, envolvidos na prestação"
e tu argumentaste:
"Ora a defesa do Serviço Nacional de Saúde, do Sistema Público de Ensino, do Sector Empresarial do Estado é hoje um dever da esquerda, porque o seu questionamento pela direita não tem a ver se ele está bem ou mal gerido, mas o seu objectivo é o seu desmantelamento e a entrega ao sector privado."
"Porque isto assemelha-se perigosamente ao que neste momento defende a direita e os interesses privados: entreguem-nos a saúde, o ensino e as pensões de reforma que nós as administraremos com muito mais eficácia"
Caro Jorge, a questão é que não tendo o questionamento pela direita nada a ver com o facto de muitos serviços públicos serem mal geridos a verdade é que, sendo mal geridos, dão um bom argumento à direita para convencer os cidadãos.
aprecisamente por isso é importante apresentarmos propostas de novo tipo.
Não há só duas hipóteses, não temos que escolher entre estado hipertrofiado e ineficiente, por um lado, e os interesses dos grandes capitalistas, por outro.
Estou farto de dizer que devíamos apoiar iniciativas de tipo cooperativo que levassem, por exemplo, os profissionais de saúde a tomarem a gestão dos hospitais nas suas mãos. O mesmo se devia aplicar aos professores e às escolas, etc.
Trata-se da "iniciativa dos cidadãos" em vez da "iniciativa privada" de má memória. Descentralizar responsabilidades e competências, interessar os trabalhadores nos resultados, etc.
O facto de haver um Ministério das Obras Públicas não significa que os operários que constroem as pontes e estradas tenham que ser funcionários públicos, não é verdade ?
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