Author:
Jorge Nascimento Fernandes
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Date Posted: 5/11/04 15:15
In reply to:
Fernando Penim Redondo
's message, "Re: O QUE SALVOU BUSH ( E SANTANA ?)" on 5/11/04 11:45
Liberdade de expressão II
“Às vezes deixamo-nos arrastar demasiado pela excessiva autocrítica, não reparando que a obsessão com a nossa denúncia está involuntariamente a proteger aqueles que deveriam ser os nosso inimigos.” (JNF)
“Quando Luís Carvalho compara o Jorge ao Domingues Abrantes até tem uma ponta de razão (ressalvando todas as diferenças que existem entre as duas pessoas em causa) no sentido em que o Jorge, tal como os "ortodoxos", acham sempre que o que é preciso é atacar o adversário seja como for.
Qualquer tentativa de ponderar os métodos, de afinar as mensagens, de corrigir o "tiro" é considerada desnecessária ou mesmo prejudicial.” (FPR).
Quem ler estes dois textos, o primeiro da minha responsabilidade e inserido no item dedicado à “Golpada” e o segundo do Fernando, já neste grupo, há-de reconhecer que o segundo não é reposta ao primeiro. Eu falo em “excessiva autocrítica” e o Fernando responde-me com “qualquer tentativa de ponderar mensagens, corrigir o “tiro” é considerada desnecessária ou mesmo prejudicial”. Por outro lado, eu digo que podemos estar “involuntariamente a proteger aqueles que deveriam ser os nossos inimigos” e o Fernando diz que eu acho “sempre que é preciso atacar o adversário seja como for”. Portanto eu falo em alhos e o Fernando responde-me em bugalhos.
Mas isto é uma questão de somenos, porque eu, ao dar a redacção que dei no meu último parágrafo, pretendia ser inócuo, o menos ofensivo possível. Ora não foi isso que os meus opositores concluíram, mas sim que não admitia “contributos questionantes” nem correcções de “tiro”.
Ora vejamos alguns dos mimos que o Fernando escreveu a propósito do "caso" Marcelo:
“Além do mais os partidos de esquerda, sem excepção, têm mistificado o problema da liberdade de expressão como se quer a nomeação quer o despedimento do Marcelo pelo seu "amigo" Paes do Amaral não fossem as duas faces da mesma moeda...”
“Os partidos de esquerda, engolindo o engodo, apressam-se a “tirar dividendos” deste brinde que lhes saiu na rifa pensando, na sua tacanhez, que vale tudo para derrubar o governo e, inconscientemente, transformam o “professor” num paladino da liberdade de imprensa.”
“O oportunismo da esquerda que temos está a branquear toda a parcialidade dos principais meios de comunicação.”
“Desta vez Sampaio não conseguiu resistir à epidemia de “burrice” e apressou-se a chamar o “professor” não se percebe bem para quê...
A esquerda ao concentrar os seus ataques no Santana, para além de mistificar o significado de classe dos acontecimentos, está a abrir caminho a uma futura desresponsabilização do PSD relativamente ao governo actual.”
“Em suma sou contra a incompetência dos dirigentes que mesmo depois de terem levado à situação em que estamos nem uma vez se interrogam sobre se terão feito aquilo que deviam.” E as citações poderiam continuar por aí fora...
Não é isto uma excessiva autocrítica de alguém que se diz de esquerda. Será que estas afirmações ribombantes, eu diria a roçar o demagógico, são contributos questionantes ou meras correcções de “tiro”? Não se está com isto a proteger aqueles que são os nossos inimigos?
O Fernando e alguns dos intervenientes que estão de acordo com ele podem-se permitir fazer estas afirmações e quem os critica, dando argumentos que lhe parecem válidos, é logo comparado ao Domingos Abrantes ou aos “ortodoxos”.
Triste sina para a “liberdade de expressão”.
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