| Subject: Re: Ao “cidadão comum” |
Author:
António Fagundes
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Date Posted: 10/09/04 12:03
In reply to:
Jorge Nascimento Fernandes
's message, "Ao “cidadão comum”" on 9/09/04 15:53
Fernandes.
O que práqui vai, só porque uma sujeita qualquer, a coberto do anonimato e dum pseudónimo provocador, resolveu pegar num artigo do MCarreira (ainda por cima, pejado de meias verdades e de umas quantas falácias, que serve perfeitamente a política do governo da direita), e destilar umas quantas baboseiras acerca dos chamados privilégios do funcionalismo público, metendo à mistura funcionalismo, quadros superiores, políticos e clientelas!
Será preciso imaginar tamanhas teorias da conspiração? Será preciso rotular de direita ou de esquerda, quem exprime o que ela exprimiu? Será que não imaginam, sequer, que muita da gente que os partidos ditos de esquerda arregimentam (e não me refiro apenas aos votantes) é deste tipo (dicotomias simples, afectividades glamourosas, ódios fáceis)?
Por outro lado, isto é um fórum público ou um clube de discussão entre amigos de esquerda ou entre militantes ou ex-militantes do PCP? Se é público, o que é que esperam? Que aqui venha apenas quem vocês apreciam e, de preferência, quem diga apenas o que vocês gostariam ou aceitariam como razoável quanto a discordâncias? Ou será que não têm capacidade pra dar troco a provocações, ou ignorá-las, quando tal se mostre o mais adequado?
Mais estranho, pra mim, é o administrador do fórum ter posto cá o artigo do MCarreira, embora seja um direito que lhe assiste (porque ele é que sabe como administrar isto), ou aparecerem aqui transcrições de textos publicados em jornais sem indicação de quem os transcreve, como se tivessem sido cá postos pelos próprios autores. Mas, sobre isso, não ouvi qualquer clamor da vossa parte.
Não se precipitem nos vossos juízos, refreiem um pouco mais as vossas emoções e aprendam a cozinhar no molho que é a sociedade (e não apenas no vosso próprio molho), se não ainda acabam por reduzir a meia dúzia os participantes (que já não me parecem muitos)! A não ser que seja isso mesmo que pretendem, para ficarem mais descansados a dizerem uns aos outros aquilo que gostariam de ouvir!
António Fagundes.
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