Author:
Guilherme Statter
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Date Posted: 31/08/04 17:56
In reply to:
José Manuel Correia
's message, "Re: TROCA DESIGUAL E EVOLUÇÃO SOCIAL - 1" on 31/08/04 13:43
Na medida em que dá soberanamente por encerrada esta conversa, imagino que o sr. (Prof?...Doutor?...) José Manuel Correia já não volte mais aqui.
Tudo bem, mas para que conste (e como quem cala consente, ou quem não se ente não é filho de boa gente... eh eh eh), fiquem apenas aqui alguns reparos...
>Apesar de me esforçar sempre por não
>distorcer o pensamento marxista e por criticar as suas
>contradições e erros com base no seu próprio
>instrumental, que é também o meu, do método crítico,
>da dialéctica materialista e da análise materialista
>da História
Pois, até dá para acreditar...
Só que em 27/08/04 pelas 16:51, o estimado J.M.Correia escreveu "ipsis verbis" este trecho supostamente indicativo do pensamento de Engels:
"Como Engels acaba por reconhecer no prefácio ao Livro 3 de O Capital, se o capital produz valor, então a teoria do valor não vigora. Eu direi: o fundamental da crítica marxista da economia política rui pela base".
Quem ler isto só poderá concluir que afinal é o próprio Engels (o "marxista" por execlência!!!...) a reconhecer que se o capital produz valor então o fundamental da crítica marxista rui pela base"...
E depois sou eu (enquanto marxista, heterodoxo e eclético... eh eh eh) que distorço o pensamento do Marx.
Para se perceber todo o absurdo irónico "disto" é preciso, primeiro que tudo, ler o tal Prefácio.
Acabo de o ler e reler... Depois de alguns anos de intervalo, confesso. Sou "fiel", mas não vou à missa todos os dias...
>Compreendo que sem um conhecimento sistematizado e
>correctamente ordenado, e sem regras claras de pensar,
>não seja fácil discutir problemas complexos,
Era bom que se desse o exemplo da sitematização e do rigor analítico e expositivo. Assim, a título de ilustração, ainda naquela frase de J.M.Correia, teria sido bonito que ele esclarecesse "qual o capital (o constante?... o variável... o total?...) que produz o valor".
Mas não, ficamo-nos assim pelo "capital" e o pessoal que se amanhe com as deduções e ilações que queira fazer...
>para mais se a adesão a um determinado argumentário é
>feita na base da fé e não da razão. É, aliás, por esta
>postura que se torna tão difícil discutir com os fiéis
>de qualquer seita ou igreja. Constato, porém, que mais
>difícil do que discutir com fiéis, em geral, é
>discutir com fiéis que não leram (ou não sabem) as
>escrituras e apenas conhecem delas os extractos
>recitados nas ladainhas das liturgias; e acabo por
>convencer-me que é impossível qualquer conversa com
>supostos eruditos heterodoxos cuja heterodoxia está
>mais próxima do ecletismo e a erudição se resume a
>cábulas mal decoradas.
Pois... só posso presumir que o sr. J.M.Correia será um erudito do estilo do Achille Loria a que se refer Engels ("isto" de descascar no Marx, já vem de MUITO longe...).
Ainda se fosse do estilo do Schmidt ou Fireman a que também se refere Engels, ainda estávamos bem... Mas não me cheira.
E, já agora, porque será esta "fixação" com igrejas, liturgias e seitas... Se eu fosse Psicologo era capaz de imaginar que aqui alguém passou pelo seminário... Mas também não haveria mal nenhum nisso!
>Gostaria de ter a disposição e a paciência para dar
>continuidade à conversa, assim como a capacidade para
>apresentar sínteses ainda mais claras e simples, de
>forma a serem facilmente compreendidas. Porque me
>faltam os atributos e porque o destinatário não dá
>mostras de ser aluno atento, interessado e aplicado, o
>esforço que a tarefa exigiria a ambos só poderia
>resultar infrutífero, quando não inglório.
Quanto a esta do "aluno atento, interessado e aplicado" (quem me mandou a mim ler o trabalho que o sr. J.M.Correia aqui publicou?...) só posso perguntar a quem quer que saiba (pois estou sempre a presumir que tão ilustre erudito não mais perde tempo com "fiéis de 'ladainha', heterodoxos e ecléticos" (eh eh eh),
SE ME PODEM INFORMAR qual a Universidade em que ele ensina (se não não fazia certamente referência ao "aluno"...).
É para eu poder indicar ao orientador do meu segundo doutoramento (este na área da chamada "Sociologia do Desenvolvimento") que me confessou (quando tivemos a ultima discussão analítica) que vai ter alguma dificuldade em encontrar juri adequado (presume-se que por falta de especialistas na área da minha dissertação)... Parece que de facto, em Portugal, não há muitos.
Ah... e J.M.Correia (se convidado e se aceitasse, claro!) teria certamente ocasião para descascar em público nas ideias por mim aqui expostas, as quais acabam por reflectir muito do que digo na minha dissertação...
>Pelo exposto, ponho um ponto final nesta conversa.
Eu também 8-)
Guilherme Statter
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