| Subject: Re: Discutamos as pessoas |
Author:
Luis Blanch
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Date Posted: 18/08/04 16:40
In reply to:
Fernando Penim Redondo
's message, "Re: Discutamos política em vez de pessoas" on 17/08/04 19:37
Caro Fernando ,como é minha convicção ,pela prática, a politica e a sua explicitação estratégica passa pelas pessoas, Claro que sim.
Não sejemos é tão estereotipados para lhes fixar objectivos precisos; isso é ingénuo.
A necessidade de superação do capitalismo,deste sistema com todos os seus recortes e readaptações,vai exigir respostas quue podemos,simplistamente , chamar socialismo noutros termos ,na medida em que o ponto de partida já é diferente , a frontalidade da agressividade capitalista é impiedosa mas mais subtil...
Falares no Sócrates é que me parece deslocado e de muito "mau gosto". Desideologização já sobeja na nossa gente .
>
>Não posso deixar de responder ao meu amigo Jorge com a
>delicadeza possível (a delicadeza nem é o meu estilo).
>
>Antes de mais há que notar o profundo pessimismo da
>sua posição, quem o ouvir fica mesmo convencido de que
>o capitalismo é inexpugnável...
>
>Vamos às citações com comentário à ilharga:
>
>1.
>
>"...naquele tom definitivo e pouco dialéctico, por
>afirmar que nenhum candidato a secretário-geral do PS
>era bom.."
>
>- Ficamos a saber que a dialética obriga a considerar
>bom pelo menos um de três cadidatos a SG do PS
>
>2.
>
>"Há muito que a social-democracia abandonou qualquer
>projecto socialista. O Bloco de Esquerda contenta-se
>com os temas fracturantes e, em última análise, com
>“outro mundo é possível” e o PCP com uma “democracia
>avançada para o século XXI”.
>
>Oh Jorge, é precisamente isso que eu contesto. Penso
>que os resultados obtidos pela esquerda permitem
>questionar a bondade de tal opção.
>
>3.
>
>"Portanto, o que está em causa neste momento é uma
>alternativa de esquerda, que junte os principais
>partidos de esquerda, e que proponha “uma ou duas
>pedras de toque”, como um dos intervenientes aqui
>propôs."
>
>Uma ou duas pedras de toque é capaz de ser
>insuficiente para derrotar o Santana, como se viu em
>Lisboa com uma coligação da esquerda derrotada; temos
>que fazer melhor.
>
>4.
>
>"O socialismo não se decreta no papel, resulta da luta
>concreta das classes e, hoje mais do que nunca, da
>correlação de forças a nível internacional, e neste
>caso da situação concreta da luta de classes na UE."
>
>Qual luta ? Quais classes ? Está longe de ser evidente
>e de dispensar discussão.
>
>5.
>
>"É de uma grande ligeireza teórica, fazendo lembrar os
>projectos de sociedade dos socialistas utópicos,
>pensar que podemos compendiar em livro ou num simples
>debate na internet aquilo que pensamos que socialismo
>deveria ser."
>
>Pois é, devemos deixar isso para os génios. Quem somos
>nós para nos atrevermos a discorrer sobre o socialismo
>? Um dia, quando lhes parecer bem, os nossos
>dirigentes explicar-nos-ão como chegaremos ao
>socialismo.
>
>A nós o que nos compete é decidir, de quatro em quatro
>anos, se quem vai gastar o dinheiro que nos foi
>"gamado" nos impostos é o Santana ou o Socrates, e
>basta.
>
>Francamente, isto não parece teu Jorge.
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