Caro Guilherme
Por mistérios que só acontecem na informática perdi um resposta que tinha elaborado para si. Estive na dúvida se reconstituiria o texto, mas considero importante, pelo menos para mim, aquilo que vou escrever.
Primeiro não me chamo José mas sim Jorge. Depois obrigado pela resposta. Tem sempre interesse trocar ideias consigo.
Quanto ao principal, gostaria de apreciar esta sua afirmação:
O "Imperialismo" de que falavam Hobson, Lenine e Luxemburgo não era o sistema ou conjunto de impérios europeus. O "Imperialismo" de que eles falavam (assim como Hilferding...) era o SISTEMA de exploração dos povos (países ou nações), exploração essa através das manipulações do capital financeiro, utilizando para isso os recursos territoriais de determinados países "imperiais".
Pensa que o imperialismo é um sistema de exploração que utiliza os recursos territoriais de determinados países “imperiais”. Sem querer afrontar os pesos pesados que cita, parece-me que reduzir a intervenção dos “países “imperiais” à cedência dos seus recursos territoriais é muito pouco. Porque se o imperialismo fosse um sistema universal, e isso não nego, que explorasse os povos não haveria confrontos entre os diversos imperialismos. A história da I Guerra Mundial e até da II é isso mesmo. Portanto, quanto a mim o imperialismo sendo de facto um sistema universal tem pelo menos actores bem concretos, acima de tudo exércitos e governos que lucram com isso.
Vem igualmente isto a propósito de um livro hoje muito em voga de Toni Negri, “O Império”, que defende que já não há imperialismo no sentido de haver estados imperialistas, mas sim o império das multinacionais que exploram o globo em rede. Esta desterritoralização do imperialismo leva a água ao moinho de se considerar que o imperialismo americano desapareceu, são é multinacionais, sem pátria, que dominam o globo.
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