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Date Posted: 16:56:07 05/14/06 Sun
Author: Fátima Gama
Subject: Re: Semana 9 (A habilidade de leitura)
In reply to: Rui Nicolau 's message, "Semana 9 (A habilidade de leitura)" on 12:41:42 05/10/06 Wed

Olá, Rui.
Invejo sua curiosidade em "desvendar os mistérios" dos textos que lia. A minha realidade era bem diferente: sempre que precisava ler um livro para fazer trabalho na escola, minha mãe - que não dava grande importância à leitura - exigia que eu fosse cuidar dos afazeres domésticos e que não usasse a leitura como "desculpa".
Meu contato com livros foi insignificante e, por incrível que pareça, trabalho atualmente em uma biblioteca. Dá para acreditar? Hoje sei que é através da leitura que se adquire conhecimentos preciosos e tento convencer a todos que me rodieam que façam da leitura seu entretenimento favorito. Ë o que tenho feito.
Parabéns pelo seu trabalho!
Fátima Gama
> A leitura sempre foi em meu aprendizado de
>inglês a parte que eu mais me dedicava a
>praticar.Sempre tive uma vontade e/ou curiosidade
>muito grande de pegar longos textos e desvendar seus
>mistérios.Gostava de pegar por conta própria letras de
>músicas em inglês e ler para os amigos.
>
>Nos meus anos iniciais de aprendizagem em escolas de
>inglês, a leitura era feita sem muita profundidade,
>ela se limitava a pequenas leituras em voz alta de
>períodos curtos e frases pequenas em que o aluno
>apenas repetia o que estava escrito nos textos
>trabalhados ou nos livros; nada muito complexo, tudo
>muito básico sem muito estímulo para o estudo. Tudo
>absolutamente restrito, que só servia mesmo para que
>os alunos pudessem trabalhar a questão da pronúncia.
>
>No meu segundo grau, a leitura não mudou muito, os
>livros não tinham um índice que pudesse realmente
>ajudar os alunos a evoluírem no aprendizado de
>leitura, textos fracos, palavras de uso comum, todo o
>léxico se constituía de palavras simples.Muita
>consulta ao dicionário, mas tudo se restringia ao
>óbvio lingüístico.
>
>Devo confessar aqui que nunca tinha ouvido falar nas
>estratégias que são mostradas no texto.Só fui aprender
>o seu sentido conceitual depois de entrar para a
>faculdade.
>
>Segundo Brown: “a leitura em voz alta é pouco
>produtiva, além de não ser uma atividade muito
>autêntica, pois, enquanto um aluno lê, os outros podem
>perder a atenção ou ficar lendo o parágrafo da
>frente”.Isso com certeza absoluta acontecia naquelas
>aulas, o professor não conseguia diversificar o
>estudo, não havia uma implementação de técnicas
>modernas, não sei se por desinteresse ou mesmo uma
>formação limitada, mas o ensino de leitura não foi
>incentivado como eu gostaria que tivesse sido.
>
>Hoje minhas experiências com a pratica de leitura
>estão bem mais evoluídas, gosto muito de ler os textos
>na internet e trabalhar com literatura mais
>aprofundada de língua inglesa, e textos jornalísticos,
>que geralmente nunca tinha trabalhado em sala de aula.
>Não trabalho ainda com o ensino de inglês, mas quando
>começar a lecionar, procurarei utilizar todas essas
>estratégias e mecanismos para otimizar o aprendizado.
>
>O texto propõe: que a atividade de leitura seja um
>processo de construção de significados que envolvam a
>habilidade de decodificar as informações registradas
>no papel ou em tela e o conhecimento de mundo que o
>leitor aciona para compreender um texto. Ou seja, no
>primeiro caso (bottom up), o leitor tem que utilizar o
>seu conhecimento pragmático da língua, seus aspectos
>lingüísticos para atribuir um significado para a
>palavra. No segundo caso (top-down), há o
>processamento da primeira estratégia feito com o da
>segunda, que consiste em um jogo de alternativas em
>que o leitor é levado a usar o seu conhecimento de
>mundo para testar as várias hipóteses ou
>possibilidades do que ele vai encontrar em um
>texto.Dessa forma, a leitura é vista como construção
>de significados e não como simples transmissão de
>informação, já que cada leitor recepciona o texto de
>forma diferenciada.
>
>Diante dessa concepção de leitura, cabe ao professor
>não mais visualizar o desenvolvimento da habilidade de
>leitura como algo fragmentado ou descontextualizado,
>ou seja, ele tem que ter objetivos específicos em
>mente, que ele possa colocar em pratica, por exemplo:
>trabalhar com os alunos textos que possam permitir que
>eles tentem visualizar aspectos implícitos do texto,
>utilizando estratégias adequadas, ajudando-os a
>colocar suas próprias inferências para reconhecer as
>palavras desconhecidas.
>
>Acredito que a pratica da leitura deve ser
>impulsionada cada vez mais em sala de aula, pois assim
>o aluno terá condições de entender que uma palavra
>possui seus vários aspectos lexicais, mas que também
>possui seu aspecto semântico.Mas este ele somente
>entenderá com a pratica constante da leitura.

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