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Date Posted: 17:51:02 05/21/06 Sun
Author: Fátima Gama
Subject: Re: SEMANA 10 - Gramática
In reply to: Dagmar Azevedo 's message, "SEMANA 10 - Gramática" on 19:27:43 05/18/06 Thu

Dagmar,
Durante muitos anos estudei Inglês pelo método estrutural, com regras gramaticais e assim como você, não via tantos inconvenientes de se aprender gramática através de regras formais. Mesmo porque, foi através deste método que adquiri uma proficiência muito boa, segundo meus professores. Foi só depois de ingressar na faculdade que, lentamente, fui me dando conta que hoje, já não se pode ensinar uma língua da mesma maneira que 20 ou 30 anos atrás. É o mesmo que querer educar nossos filhos do modo como fomos criados.
Cheguei a conclusão de que, o que se tem discutido não é propriamente o ensino da gramática, mas "a metodologia" usada para tal. Os textos lidos esta semana mostram que esta etapa do ensino de línguas pode ser bem interativa, dinâmica e atraente aos olhos do aluno, depende do professor.
De qualquer maneira, gostei muito das suas observações.
Abraços,
Fátima Gama
>SEMANA 10 – 15 A 19/05/06
>O ENSINO SIGNIFICATIVO DE GRAMÁTICA EM AULAS DE LÍNGUA
>INGLESA
>
>O ensino da gramática nos estudos de línguas
>estrangeiras é, no mínimo, polêmico. Principalmente
>após o “advento” da abordagem comunicativa e a
>valorização dos aspectos sociais na utilização da
>língua, a gramática foi perdendo sua supremacia e, em
>casos extremos, seu ensino sistemático foi abolido da
>sala de aula.
>
>Todavia, considerando que conhecer uma língua
>estrangeira significa conhecer, entre outras coisas, a
>sua gramática, temos que nos atentar para que:
>a) a gramática não monopolize o ensino e a
>aprendizagem de uma língua estrangeira, mas, ao mesmo
>tempo...
>b) aceitar que é impossível aprender uma língua sem
>conhecer ao menos um pouco de sua gramática.
>Conseqüentemente, a gramática deve ajudar na
>aprendizagem de uma língua.
>
>A gramática é importante, embora muitas vezes seja
>supervalorizada. Ao valorizar o ensino da gramática o
>professor muitas vezes leva em consideração o fato de
>que ele próprio é fruto desse tipo de ensino e, se deu
>certo com ele, por que não com seus alunos? Com essa
>desculpa, o valor da gramática na aprendizagem de
>línguas acaba sendo perpetuado. Mesmo assim há muitas
>vezes bons motivos que justificam o ensino da
>gramática. Primeiramente, não é possível utilizar uma
>língua estrangeira sem conhecer algumas de suas
>estruturas, aquelas que garantem a compreensibilidade
>em situações comunicativas corriqueiras. Naturalmente,
>essas estruturas gramaticais devem ser ensinadas e
>sistematizadas em sala de aula. Além disso, algumas
>situações comunicativas mais formais (como, por
>exemplo, uma entrevista em língua estrangeira para um
>cargo importante de uma multinacional) exigem um
>conhecimento mais profundo do funcionamento da língua;
>além da necessidade muitas vezes do seu perfeito
>domínio escrito (provas de concursos ou vestibulares).
>A falta desse conhecimento pode causar problemas de
>aceitação e até preconceito. Apesar de não ser tão
>comum, o professor deve estar atento para suprir essa
>necessidade sempre que preciso.
>
>Para os alunos, especialmente os adolescentes, o
>ensino formal da gramática pode tornar-se um
>verdadeiro veneno para a motivação e o interesse nas
>aulas de língua estrangeira. No entanto, se o
>professor ou a instituição de ensino assumem que o
>ensino de gramática é importante para a formação
>desses alunos, é preciso assegurar que isso cause o
>menor sofrimento possível. De acordo com o conteúdo
>ensinado, a faixa etária, e o nível de conhecimento
>dos alunos, o professor pode optar por atividades mais
>ou menos controladas, que priorizem a forma gramatical
>ou o uso comunicativo.
>
>Uma outra observação pertinente é que a gramática está
>em todas as atividades que são desenvolvidas em sala
>de aula. Assim, é possível trabalhá-la através das
>quatro habilidades lingüísticas (reading, writing,
>listening e speaking), além de músicas, jogos e da
>própria gramática. Não podemos esquecer que mesmo um
>exercício extremamente estruturalista demanda
>habilidade de leitura e escrita. Além da extensa lista
>de formas de abordar a gramática no texto dos
>professores estudados esta semana, o mercado editorial
>é riquíssimo em livros de atividades, jogos e até
>música especialmente desenvolvidos para o ensino de
>gramática.
>
>A existência do ensino de gramática faz parte da
>realidade das línguas gráficas. O cotidiano
>lingüístico de cada um de nós deve ser somado ao
>patrimônio cultural armazenado por escrito ao longo
>das gerações que nos precederam e também aquele
>produzido por nossos contemporâneos. O acesso a esse
>patrimônio – constituído não só por obras literárias,
>mas também por outras publicações (leis, contratos,
>jornais, revistas, etc.) – é intermediado pelo
>conhecimento da língua em que está registrado. Nesse
>sentido, o domínio dos recursos da língua é uma forma
>de garantir o próprio exercício de cidadania.
>
>Talvez eu, com minha mínima experiência na área
>docente, esteja aqui sendo mais um professor
>perpetuando a idéia de que através do ensino
>sistematizado gramática consegue-se também aprender
>uma LE. Ainda acredito sim na importância do ensino da
>gramática (seja em português ou LE), todavia,
>parafraseando uma autora que li no site SBS (Livraria
>Internacional), “se os alunos não têm muita escolha,
>uma vez que a gramática tem seu lugar garantido no
>ensino de línguas estrangeiras, cabe ao professor dar
>o tom, isto é, determinar se a gramática será um
>sofrimento que necessitará tratamento (homeopático,
>alopático, quimioterápico, terapia intensiva) ou se
>ela poderá ser usada como tratamento para outros males
>que afligem a aprendizagem de um idioma. No fundo, no
>fundo, essa também é uma questão de To be or not to
>be!”.
>
>Dagmar.
>
>Obs: Acho que contrariei a maioria dos pensamentos,
>todavia é minha crença. Todos os materiais que li até
>o momento com relação à abordagem comunicativa e à
>supressão do ensino sistematizado da gramática não me
>convenceram ainda que esta forma seja algo
>descartável. Talvez um dia, ao defrontar o dia-a-dia
>da sala de aula não mais como discente, mas,
>lecionando, eu mude de opinião. Estou aberta a isso...

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