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Date Posted: 14:16:13 05/01/06 Mon
Author: Fátima Gama
Subject: Alguns princípios no ensino da escrita

Alguns princípios no ensino da escrita

Um dos aspectos que mais me agradaram na leitura deste texto, assim como de todos os textos lidos até o momento foram não só as atividades sugeridas como também as propostas de reflexão a respeito do processo ensino/aprendizagem que nós, atuais ou futuros professores de línguas, estamos usando em sala de aula. A abordagem tradicional cujo foco está no ensino de gramática e de regras gramaticais já não satisfaz as necessidades do aprendiz de língua estrangeira que é aprender a falar para se comunicar, interagir com outras pessoas.
Neste contexto, então, por que aprender a escrever e a ler? Segundo Silva e Jorge temos bons motivos para nos concentrarmos na produção textual como, por exemplo, o desenvolvimento lingüístico, a habilidade de comunicar-se que é também manifestada na forma escrita (idéias, pensamentos, opiniões, críticas ou outros tipos de manifestações) e a adequação ao estilo de aprendizagem de certos alunos (visualizar e processar o que está sendo estudado).
No entanto, o aprendiz não se interessa em fazer uma atividade só por fazer, sem contexto e sem finalidade específica. Para se produzir um texto é preciso considerar: o assunto, (sobre o que se vai escrever), o objetivo (qual o motivo que se vai escrever) e o leitor do texto (para quem se vai escrever). O professor deve ainda levar em consideração o nível dos seus alunos, o programa que está sendo desenvolvido, a oportunidade de realização da tarefa em sala de aula, seja individualmente, em pares ou em grupos e a variedade de textos (cartas, cartões postais, cardápios, receitas, bilhetes, convites, poemas, e outros materiais autênticos).
As autoras sugerem várias atividades seguidas de orientações que contemplam as mais variadas situações de uso da escrita e da leitura no dia-a-dia. Cada atividade - dividida em etapas - vem intercalada com perguntas muito interessantes que levam o professor a ponderar e refletir sobre o objetivo de cada tarefa. Enriquecidas com a criatividade de cada professor as mesmas se tornarão ainda mais prazerosas, dinâmicas e produtivas.
Finalizando, Silva e Jorge tocam em “um dos assuntos mais delicados,” como diz a nossa colega Verônica, porém “são parte do processo de aprendizagem dos nossos alunos” (Silva; Jorge, 168): a correção dos trabalhos escritos. A maneira como se faz a correção pode levar a um grande progresso ou a uma total frustração. O feedback pode estimular e motivar ainda mais o aluno se forem baseadas nas formas sugeridas pelas autoras: a autocorreção (desenvolve a autonomia), a correção em pares ou em grupos (também usada na faculdade), a correção geral no quadro negro (promove o trabalho colaborativo). Ao dar o retorno ao aluno sobre os erros cometidos o professor é livre para usar a própria sensibilidade não se esquecendo, no entanto, que ele – professor - está sempre em processo de formação e que também pode, às vezes, errar ao fazer uma avaliação.
É um bom momento para reflexão.
No método tradicional no qual estudei não se levava em consideração a criatividade do aluno e as tarefas seguiam via de regra, um "cartilha" de memorização de formas e estruturas preconcebidas dentro do livro adotado e desenvolvidas quase que sempre individualmente. Os erros eram corrigidos de maneira clara e um tanto antididática sem preâmbulos e sem muita sutileza - com caneta vermelha, de preferência.

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