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Date Posted: 13:10:54 05/03/06 Wed
Author: Dagmar
Subject: Re: Alguns princípios no ensino da escrita
In reply to: Fátima Gama 's message, "Alguns princípios no ensino da escrita" on 14:16:13 05/01/06 Mon

Olá Fátima,

gosto muito de suas análises. Concordo com vc. A produção textual é de suma importância, principalmente na abordagem comunicativa. Afinal de contas, o texto é uma forma de comunicação e deve ser tão bem cuidado quanto a produção oral.

Parabéns e um abraço,

Dagmar.

>Alguns princípios no ensino da escrita
>
>Um dos aspectos que mais me agradaram na leitura deste
>texto, assim como de todos os textos lidos até o
>momento foram não só as atividades sugeridas como
>também as propostas de reflexão a respeito do processo
>ensino/aprendizagem que nós, atuais ou futuros
>professores de línguas, estamos usando em sala de
>aula. A abordagem tradicional cujo foco está no ensino
>de gramática e de regras gramaticais já não satisfaz
>as necessidades do aprendiz de língua estrangeira que
>é aprender a falar para se comunicar, interagir com
>outras pessoas.
>Neste contexto, então, por que aprender a escrever e a
>ler? Segundo Silva e Jorge temos bons motivos para nos
>concentrarmos na produção textual como, por exemplo, o
>desenvolvimento lingüístico, a habilidade de
>comunicar-se que é também manifestada na forma escrita
>(idéias, pensamentos, opiniões, críticas ou outros
>tipos de manifestações) e a adequação ao estilo de
>aprendizagem de certos alunos (visualizar e processar
>o que está sendo estudado).
>No entanto, o aprendiz não se interessa em fazer uma
>atividade só por fazer, sem contexto e sem finalidade
>específica. Para se produzir um texto é preciso
>considerar: o assunto, (sobre o que se vai escrever),
>o objetivo (qual o motivo que se vai escrever) e o
>leitor do texto (para quem se vai escrever). O
>professor deve ainda levar em consideração o nível dos
>seus alunos, o programa que está sendo desenvolvido, a
>oportunidade de realização da tarefa em sala de aula,
>seja individualmente, em pares ou em grupos e a
>variedade de textos (cartas, cartões postais,
>cardápios, receitas, bilhetes, convites, poemas, e
>outros materiais autênticos).
>As autoras sugerem várias atividades seguidas de
>orientações que contemplam as mais variadas situações
>de uso da escrita e da leitura no dia-a-dia. Cada
>atividade - dividida em etapas - vem intercalada com
>perguntas muito interessantes que levam o professor a
>ponderar e refletir sobre o objetivo de cada tarefa.
>Enriquecidas com a criatividade de cada professor as
>mesmas se tornarão ainda mais prazerosas, dinâmicas e
>produtivas.
>Finalizando, Silva e Jorge tocam em “um dos assuntos
>mais delicados,” como diz a nossa colega Verônica,
>porém “são parte do processo de aprendizagem dos
>nossos alunos” (Silva; Jorge, 168): a correção dos
>trabalhos escritos. A maneira como se faz a correção
>pode levar a um grande progresso ou a uma total
>frustração. O feedback pode estimular e motivar ainda
>mais o aluno se forem baseadas nas formas sugeridas
>pelas autoras: a autocorreção (desenvolve a
>autonomia), a correção em pares ou em grupos (também
>usada na faculdade), a correção geral no quadro negro
>(promove o trabalho colaborativo). Ao dar o retorno ao
>aluno sobre os erros cometidos o professor é livre
>para usar a própria sensibilidade não se esquecendo,
>no entanto, que ele – professor - está sempre em
>processo de formação e que também pode, às vezes,
>errar ao fazer uma avaliação.
>É um bom momento para reflexão.
>No método tradicional no qual estudei não se levava em
>consideração a criatividade do aluno e as tarefas
>seguiam via de regra, um "cartilha" de memorização de
>formas e estruturas preconcebidas dentro do livro
>adotado e desenvolvidas quase que sempre
>individualmente. Os erros eram corrigidos de maneira
>clara e um tanto antididática sem preâmbulos e sem
>muita sutileza - com caneta vermelha, de preferência.

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Replies:

  • Re: Alguns princípios no ensino da escrita -- Leandor Couto, 11:12:07 05/04/06 Thu
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