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Date Posted: 13:59:46 05/07/06 Sun
Author: Fátima Gama
Subject: Re: Semana 8: 2-5 Alguns princípios no ensino da escrita
In reply to: Margaret Horta Nassif 's message, "Semana 8: 2-5 Alguns princípios no ensino da escrita" on 19:00:50 05/01/06 Mon

Margaret,
Compartilho com você a preocupação acerca do descompromisso que os jovens, nos dias atuais, têm com a fala e a escrita "menos lambuzada pelas gírias e enfatizada pela pobreza de vocabulário." Também não sou contra os “bate papos” nos “chats” e “orkuts” mas tenho certeza que estes não são verdadeiramente, os melhores meios de se aperfeiçoar a habilidade da escrita e da leitura, pois não se escreve da mesma maneira que se fala. Alguns jovens sabem fazer esta distinção com sabedoria, outros nem tanto. Trabalhando como bibliotecária, sou testemunha de como o hábito da leitura influencia preponderantemente na escrita, não me refiro aqui, à escrita informal de cartas, bilhetes, mensagens, cartões ou convites, mas da escrita a nível mais elevado como redação, trabalhos escolares, papers, Portfolios, artigos, comentários pessoais sobre algum texto, relatórios, pesquisas ou tantos outros. A impressão que tenho é de que a maioria dos jovens tem preguiça de ler e, ainda mais de escrever, como você apontou. Endosso seu comentário de que "O aluno que lê com regularidade, que entende o que lê, conseqüentemente saberá escrever e colocar as suas idéias sem dificuldades numa folha de papel."
Gostaria muito de estar enganada na minha avaliação e apreciaria qualquer testemunho que comprovasse o contrário.
Abraços,
Fátima Gama
>Semana 8: 2-5
>SILVA, I.M.; JORGE, M.L.S.Alguns princípios no ensino
>da escrita. In: PAIVA,V.L.M.O. (Org.). Práticas de
> ensino e aprendizagem de inglês com foco na
>autonomia. Belo Horizonte: Faculdade de Letras da UFMG,
> 2005. p. 149-172
> Liste os pontos mais importantes do texto. Discuta
>com seus colegas como você desenvolveu a escrita em
>língua
>estrangeira em comparação com o texto.
>
>
>O texto de Silva e Jorge enfoca o ensino da habilidade
>de escrita em inglês. Neste contexto, surgem alguns
>aspectos teóricos relacionados ao ensino da língua
>inglesa, mas também são apresentadas algumas tarefas
>de reflexão. Como afirmam Silva e Jorge, “achamos que
>é muito importante percebermos que a teoria pode ser
>nossa aliada.” E, além disso, as autoras apresentam
>uma relação de sugestões de atividades e de correção.
>
>Com certeza, trazendo tanta informação, deixando
>tantas sugestões chegarem à tona, o texto torna-se
>riquíssimo em seus propósitos e em sua narrativa.
>
>Tem sido a minha paixão escrever. Escrevo grande
>quantidade de textos, em vários formatos, tais como
>poesias, crônicas, estórias, diálogos, enfim, coisas
>que me vêm à cabeça ou que me fazem refletir diante de
>um novo texto lido (na maioria das vezes, eu me
>desfaço deles). Toda a minha aprendizagem, inclusive
>até eu me formar como professora , foi sempre calcada
>na escrita. Sim, porque naqueles anos passados, nós,
>alunos, não tínhamos ao nosso dispor, as facilidades
>da globalização, nem das chamadas comunicações de alto
>curso, Internet em alta velocidade, não tínhamos
>computadores na escola, nem no ambiente de trabalho e
>muito menos em nossas casas. Portanto, era imperativo
>ler, pesquisar e escrever, escrever e escrever.
>Pesquisar nas fontes de papel impresso, nos
>debruçarmos nos livros, a fim de podermos tirar algo
>que surgisse de dentro de nós mesmos, fruto de nossas
>reflexões e de nosso incansável treino nas letras.
>Buscando sempre, melhorando sempre. Por isto eu acho
>que os nossos filhos e, por conseguinte, alunos são,
>de certa forma, privilegiados e se não aprendem nessa
>escola de hoje, totalmente ligada ao mundo inteiro e
>dona de uma versatilidade tão grande, é porque não
>querem mesmo ou porque a motivação precisa ser ativada
>de uma forma inteligente. Muitos não se preocupam em
>falar e escrever um português mais claro, menos
>lambuzado pelas gírias e enfatizado pela pobreza de
>vocabulário. Defendo os “bate papos” nos “chats” e
>“orkuts”. Encaro-os como um meio de comunicação
>informal, porém verdadeiro e fenomenal, na acepção do
>termo, porque é de fato e acabou por “obrigar” os
>adolescentes a escreverem como nunca nestes últimos
>dez anos, ainda que em forma de um jargão “internetês”
>– melhor do que nada, não é mesmo? Concordo que a
>língua não é estática e que a cada “virada do dia”,
>nós nos deparamos com novos termos, novas palavras que
>se incorporam ao velho e desgastado ato de traduzir e
>intercalar as nossas idéias para realizarmos a nossa
>linguagem, a nossa forma de comunicar. É o dinamismo
>da língua viva! E o professor TEM que estar atento a
>tudo isto. Cabe a ele, juntamente com os alunos,
>interfaceados por essa tecnologia, descobrirem os
>caminhos que podem levar a uma aprendizagem mais
>eficiente, interativa, motivadora e dinâmica,
>aproveitando esta escola rica de meios, de ferramentas
>diversas, num mundo que muda a cada piscar de nossos
>olhos. É claro que estando atentos para que não se
>contenham a criatividade e a auto-confiança deles,
>como sugere Figueiredo (1997), segundo Silva e Jorge
>(página 168). Acredito que os alunos DEVEM se
>esforçar mais e NÃO DEVEM ter preguiça de escrever.
>Mas, por outro lado, com o advento das “teclinhas
>mágicas” que alçam vôo nos quatro cantos do mundo (o
>que eu admiro e acho fantástico!!), infelizmente, há
>muita gente que não quer mais saber de ler com o
>propósito de se instruir de verdade. Estou certa de
>que o aluno que lê, com certeza, tem uma escrita
>condizente com a sua bagagem cultural e encontra
>sempre uma forma natural e equilibrada de se expressar
>espelhando simplesmente no seu íntimo entendimento da
>realidade advindo dos conhecimentos sedimentados ao
>longo de suas experiências escolares e pessoais. O
>aluno que lê com regularidade, que entende o que lê,
>conseqüentemente saberá escrever e colocar as suas
>idéias sem dificuldades numa folha de papel. A
>exemplo, nós, alunos da faculdade de letras,
>precisamos ler mais, aprender a discutir sobre as
>idéias dos grandes autores, transitar com facilidade
>no terreno da leitura e da escrita. Nós alunos,
>devemos procurar desafios, como por exemplo, enquanto
>estudantes de inglês ou qualquer segunda língua, nos
>acostumarmos a ler obras literárias em suas
>publicações originais, evitando assim, cair no lugar
>comum que hoje presenciamos em muitos ambientes
>acadêmicos: a tendência que temos de não nos
>assegurarmos do que falamos, do que escrevemos e do
>que pensamos, usando um português fraco, o que dá
>origem a um inglês (ou qualquer outra LE) pior ainda.
>Tudo isto, enquanto alunos, nos fará melhores, e
>enquanto professores, grandes educadores e
>colaboradores diretos da verdadeira educação.
>
>Dito isto, devo dizer que desenvolvi a escrita em
>língua estrangeira, a partir dos 15 anos de idade,
>quando tive muito boas professoras de idiomas
>estrangeiros, incluindo o inglês na escola onde
>estudava. No caso do inglês - que é o que realmente
>nos interessa - eu praticava 4 horas por dia, a cada
>dois dias da semana (2 de manhã e 2 de tarde), mas
>acho que ainda não era o bastante! Com 17 anos, já
>formada, comecei a dar aula para a quarta série
>primária de uma escola pública, tendo introduzido as
>primeiras noções da língua estrangeira aos meus
>alunos; neste tempo eu também trabalhava numa agência
>de livros e revistas estrangeiros e foi lá que pude
>desenvolver sistematicamente a minha escrita na
>língua, pois tinha que escrever cartas, e trocar
>correspondência com muitas editoras e clientes. E foi
>morando fora por quase dois anos que tive mesmo um
>impulso tanto na língua falada quanto na escrita. O
>problema era que eu estava envolvida não só com um
>idioma a aprender, e isto, às vezes, era um problema.
>
>Passei por momentos muito interessantes e me apoio no
>texto de Silva e Jorge, citando um ponto relevante,
>onde elas apresentam e discutem algumas justificativas
>de Harmer (1998) , na página 150, referindo-se ao
>ensino da habilidade de escrita em línguas
>estrangeiras, quais sejam:
>
>1) Desenvolvimento lingüístico: atividades de escrita
>consolidam novas estruturas e vocabulário. Reforça as
>demais habilidades. Este é o nível chamado de micro;
>2) Escrita como habilidade: Pessoas devem saber
>trabalhar suas idéias em torno dos conteúdos e
>organizar o texto para se comunicarem. Este nível é
>chamado de macro;
>3) Estilo de aprendizagem: Alguns alunos têm
>facilidade de aprenderem apenas vendo ou ouvindo. Há
>alunos que se beneficiam das atividades de escrita
>para aprenderem. Este sempre foi o ponto alto no meu
>aprendizado de qualquer matéria – sempre tive que
>escrever para VER no papel o “recado” do professor.
>
>Considero as atividades de escrita sugeridas (páginas
>160, 161, 162 e 163) muito bem elaboradas e plenas de
>motivação, onde, propositalmente, foi escolhida uma
>diversidade enorme de tarefas, atingindo uma gama
>variada de interesses. As atividades sugeridas não são
>maçantes, não são as chamadas “boring tasks” e trarão
>uma vida nova àqueles que se dispuserem a incrementar
>o seu aprendizado de inglês
>
>Outra abordagem de grande relevância no texto é a que
>se refere à discussão de alguns aspectos
>verdadeiramente importantes a serem considerados com
>relação à correção dos trabalhos dos alunos. Bastos
>(1996:202) propõe os seguintes estágios na correção de
>textos escritos:
>
>1) Leitura para compreensão do conteúdo do texto;
> 2) Leitura para análise da organização das idéias;
>3) Leitura para avaliação do uso de vocabulário,
>ortografia, estruturas gramaticais, pontuação, etc.
>
>E, baseados em Figueiredo (1997) as formas possíveis
>de correção trazem uma discussão aberta sobre qual a
>melhor maneira de executar esta tarefa de forma
>pedagógica e construtiva (Página 168). Citando,
>apenas para refletirmos sobre cada uma:
>
>1) Correção direta : não promove muita reflexão sobre
>os erros;
>2) Correção indireta: Promove mais reflexão, o aluno
>participa do processo de correção;
>3) Autocorreção: Sugere o uso de um código de correção
>dos erros, o aluno deverá reconhecê- lo e corrigi-los;
>4) Correção em pares: Os alunos corrigem o trabalho um
>do outro. Podem, também, usar o código de correção;
>5) Correção no quadro negro: O professor seleciona os
>erros mais comuns na turma e os analisa juntamente com
>os alunos.
>
>Silva e Jorge fazem algumas considerações adicionais
>sobre a escrita e a correção onde comentam, por
>exemplo, sobre a interação do professor com o aluno
>ao trabalhar com a correção dos erros, dando reforço
>nas expressões “eu também sou assim”, “eu concordo com
>você”; , “boa idéia”, “explique isto melhor”, etc.
>
>Finalizando, Silva e Jorge sugerem outras estratégias
>para a correção de trabalho escrito, com por exemplo,
>a nova idéia de se fazer um leilão de erros dos
>alunos, explicando os passos a serem seguidos para que
>se faça uma boa interação entre os alunos e se crie um
>ambiente de jogo. Ganhará o jogo o grupo que tiver o
>maior número de frases corretas, de acordo com os
>passos mostrados no novo exercício sugerido.
>
>Foi gratificante ler e participar das idéias
>renovadoras e dos métodos assinalados pelas autoras.
>Cada vez mais, sinto que a leitura dos textos tem me
>trazido uma nova abertura e um sentimento de bom
>relacionamento com as técnicas de ensino/aprendizagem
>da língua inglesa.
>
>Margaret

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