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Date Posted: 19:00:50 05/01/06 Mon
Author: Margaret Horta Nassif
Subject: Semana 8: 2-5 Alguns princípios no ensino da escrita

Semana 8: 2-5
SILVA, I.M.; JORGE, M.L.S.Alguns princípios no ensino da escrita. In: PAIVA,V.L.M.O. (Org.). Práticas de
ensino e aprendizagem de inglês com foco na autonomia. Belo Horizonte: Faculdade de Letras da UFMG,
2005. p. 149-172
Liste os pontos mais importantes do texto. Discuta com seus colegas como você desenvolveu a escrita em língua
estrangeira em comparação com o texto.


O texto de Silva e Jorge enfoca o ensino da habilidade de escrita em inglês. Neste contexto, surgem alguns aspectos teóricos relacionados ao ensino da língua inglesa, mas também são apresentadas algumas tarefas de reflexão. Como afirmam Silva e Jorge, “achamos que é muito importante percebermos que a teoria pode ser nossa aliada.” E, além disso, as autoras apresentam uma relação de sugestões de atividades e de correção.

Com certeza, trazendo tanta informação, deixando tantas sugestões chegarem à tona, o texto torna-se riquíssimo em seus propósitos e em sua narrativa.

Tem sido a minha paixão escrever. Escrevo grande quantidade de textos, em vários formatos, tais como poesias, crônicas, estórias, diálogos, enfim, coisas que me vêm à cabeça ou que me fazem refletir diante de um novo texto lido (na maioria das vezes, eu me desfaço deles). Toda a minha aprendizagem, inclusive até eu me formar como professora , foi sempre calcada na escrita. Sim, porque naqueles anos passados, nós, alunos, não tínhamos ao nosso dispor, as facilidades da globalização, nem das chamadas comunicações de alto curso, Internet em alta velocidade, não tínhamos computadores na escola, nem no ambiente de trabalho e muito menos em nossas casas. Portanto, era imperativo ler, pesquisar e escrever, escrever e escrever. Pesquisar nas fontes de papel impresso, nos debruçarmos nos livros, a fim de podermos tirar algo que surgisse de dentro de nós mesmos, fruto de nossas reflexões e de nosso incansável treino nas letras. Buscando sempre, melhorando sempre. Por isto eu acho que os nossos filhos e, por conseguinte, alunos são, de certa forma, privilegiados e se não aprendem nessa escola de hoje, totalmente ligada ao mundo inteiro e dona de uma versatilidade tão grande, é porque não querem mesmo ou porque a motivação precisa ser ativada de uma forma inteligente. Muitos não se preocupam em falar e escrever um português mais claro, menos lambuzado pelas gírias e enfatizado pela pobreza de vocabulário. Defendo os “bate papos” nos “chats” e “orkuts”. Encaro-os como um meio de comunicação informal, porém verdadeiro e fenomenal, na acepção do termo, porque é de fato e acabou por “obrigar” os adolescentes a escreverem como nunca nestes últimos dez anos, ainda que em forma de um jargão “internetês” – melhor do que nada, não é mesmo? Concordo que a língua não é estática e que a cada “virada do dia”, nós nos deparamos com novos termos, novas palavras que se incorporam ao velho e desgastado ato de traduzir e intercalar as nossas idéias para realizarmos a nossa linguagem, a nossa forma de comunicar. É o dinamismo da língua viva! E o professor TEM que estar atento a tudo isto. Cabe a ele, juntamente com os alunos, interfaceados por essa tecnologia, descobrirem os caminhos que podem levar a uma aprendizagem mais eficiente, interativa, motivadora e dinâmica, aproveitando esta escola rica de meios, de ferramentas diversas, num mundo que muda a cada piscar de nossos olhos. É claro que estando atentos para que não se contenham a criatividade e a auto-confiança deles, como sugere Figueiredo (1997), segundo Silva e Jorge (página 168). Acredito que os alunos DEVEM se esforçar mais e NÃO DEVEM ter preguiça de escrever. Mas, por outro lado, com o advento das “teclinhas mágicas” que alçam vôo nos quatro cantos do mundo (o que eu admiro e acho fantástico!!), infelizmente, há muita gente que não quer mais saber de ler com o propósito de se instruir de verdade. Estou certa de que o aluno que lê, com certeza, tem uma escrita condizente com a sua bagagem cultural e encontra sempre uma forma natural e equilibrada de se expressar espelhando simplesmente no seu íntimo entendimento da realidade advindo dos conhecimentos sedimentados ao longo de suas experiências escolares e pessoais. O aluno que lê com regularidade, que entende o que lê, conseqüentemente saberá escrever e colocar as suas idéias sem dificuldades numa folha de papel. A exemplo, nós, alunos da faculdade de letras, precisamos ler mais, aprender a discutir sobre as idéias dos grandes autores, transitar com facilidade no terreno da leitura e da escrita. Nós alunos, devemos procurar desafios, como por exemplo, enquanto estudantes de inglês ou qualquer segunda língua, nos acostumarmos a ler obras literárias em suas publicações originais, evitando assim, cair no lugar comum que hoje presenciamos em muitos ambientes acadêmicos: a tendência que temos de não nos assegurarmos do que falamos, do que escrevemos e do que pensamos, usando um português fraco, o que dá origem a um inglês (ou qualquer outra LE) pior ainda. Tudo isto, enquanto alunos, nos fará melhores, e enquanto professores, grandes educadores e colaboradores diretos da verdadeira educação.

Dito isto, devo dizer que desenvolvi a escrita em língua estrangeira, a partir dos 15 anos de idade, quando tive muito boas professoras de idiomas estrangeiros, incluindo o inglês na escola onde estudava. No caso do inglês - que é o que realmente nos interessa - eu praticava 4 horas por dia, a cada dois dias da semana (2 de manhã e 2 de tarde), mas acho que ainda não era o bastante! Com 17 anos, já formada, comecei a dar aula para a quarta série primária de uma escola pública, tendo introduzido as primeiras noções da língua estrangeira aos meus alunos; neste tempo eu também trabalhava numa agência de livros e revistas estrangeiros e foi lá que pude desenvolver sistematicamente a minha escrita na língua, pois tinha que escrever cartas, e trocar correspondência com muitas editoras e clientes. E foi morando fora por quase dois anos que tive mesmo um impulso tanto na língua falada quanto na escrita. O problema era que eu estava envolvida não só com um idioma a aprender, e isto, às vezes, era um problema.

Passei por momentos muito interessantes e me apoio no texto de Silva e Jorge, citando um ponto relevante, onde elas apresentam e discutem algumas justificativas de Harmer (1998) , na página 150, referindo-se ao ensino da habilidade de escrita em línguas estrangeiras, quais sejam:

1) Desenvolvimento lingüístico: atividades de escrita consolidam novas estruturas e vocabulário. Reforça as demais habilidades. Este é o nível chamado de micro;
2) Escrita como habilidade: Pessoas devem saber trabalhar suas idéias em torno dos conteúdos e organizar o texto para se comunicarem. Este nível é chamado de macro;
3) Estilo de aprendizagem: Alguns alunos têm facilidade de aprenderem apenas vendo ou ouvindo. Há alunos que se beneficiam das atividades de escrita para aprenderem. Este sempre foi o ponto alto no meu aprendizado de qualquer matéria – sempre tive que escrever para VER no papel o “recado” do professor.

Considero as atividades de escrita sugeridas (páginas 160, 161, 162 e 163) muito bem elaboradas e plenas de motivação, onde, propositalmente, foi escolhida uma diversidade enorme de tarefas, atingindo uma gama variada de interesses. As atividades sugeridas não são maçantes, não são as chamadas “boring tasks” e trarão uma vida nova àqueles que se dispuserem a incrementar o seu aprendizado de inglês

Outra abordagem de grande relevância no texto é a que se refere à discussão de alguns aspectos verdadeiramente importantes a serem considerados com relação à correção dos trabalhos dos alunos. Bastos (1996:202) propõe os seguintes estágios na correção de textos escritos:

1) Leitura para compreensão do conteúdo do texto;
2) Leitura para análise da organização das idéias;
3) Leitura para avaliação do uso de vocabulário, ortografia, estruturas gramaticais, pontuação, etc.

E, baseados em Figueiredo (1997) as formas possíveis de correção trazem uma discussão aberta sobre qual a melhor maneira de executar esta tarefa de forma pedagógica e construtiva (Página 168). Citando, apenas para refletirmos sobre cada uma:

1) Correção direta : não promove muita reflexão sobre os erros;
2) Correção indireta: Promove mais reflexão, o aluno participa do processo de correção;
3) Autocorreção: Sugere o uso de um código de correção dos erros, o aluno deverá reconhecê- lo e corrigi-los;
4) Correção em pares: Os alunos corrigem o trabalho um do outro. Podem, também, usar o código de correção;
5) Correção no quadro negro: O professor seleciona os erros mais comuns na turma e os analisa juntamente com os alunos.

Silva e Jorge fazem algumas considerações adicionais sobre a escrita e a correção onde comentam, por exemplo, sobre a interação do professor com o aluno ao trabalhar com a correção dos erros, dando reforço nas expressões “eu também sou assim”, “eu concordo com você”; , “boa idéia”, “explique isto melhor”, etc.

Finalizando, Silva e Jorge sugerem outras estratégias para a correção de trabalho escrito, com por exemplo, a nova idéia de se fazer um leilão de erros dos alunos, explicando os passos a serem seguidos para que se faça uma boa interação entre os alunos e se crie um ambiente de jogo. Ganhará o jogo o grupo que tiver o maior número de frases corretas, de acordo com os passos mostrados no novo exercício sugerido.

Foi gratificante ler e participar das idéias renovadoras e dos métodos assinalados pelas autoras. Cada vez mais, sinto que a leitura dos textos tem me trazido uma nova abertura e um sentimento de bom relacionamento com as técnicas de ensino/aprendizagem da língua inglesa.

Margaret

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