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Date Posted: 13:18:05 04/30/06 Sun
Author: Fátima Gama
Subject: Re: Semana 7 - Ensinando a falar inglês
In reply to: Eliane Caldeira 's message, "Semana 7 - Ensinando a falar inglês" on 10:48:34 04/25/06 Tue

Eliane, se entendi bem essa turma em estágio avançado da qual vc fala se encontra em estado de "fossilização" ou seja, incorporaram os antigos métodos estruturais de tal maneira que agora já não conseguem mais sair dele. Veja bem, quando a gente quer a gente consegue. Vou lhe dar meu exemplo visto que também estudei através do método audio-visual de um livro muito conhecido intitulado "English 900". As estruturas formais aprendidas através da repetição ficaram "fossilizadas" durante muitos anos em minha mente até que comecei a estudar na faculdade e tive que "reaprender" tudo de novo. Não lhe digo que está sendo fácil, mas é muito mais motivante e interessante.
Mesmo com toda a burocracia que parece existir no estabelecimento em que vc trabalha sempre arranjamos um jeito de introduzir novidades dentro da sala de aula. O que posso lhe dizer é: não desista, seu papel como professora de inglês é muito importante!
Muito sucesso!
Abraços,
Fátima Gama
>As atividades que me interessaram mais foram: a
>primeira atividade sugerida (instruções), o role play
>sobre atos de fala e a atividade de conversação que
>envolve o uso de hesitações e do uso de elementos
>fáticos.
>Não sei se posso postar comentários sobre o texto
>agora, mas gostaria de expor algumas idéias que tive
>ao ler o texto. Como sempre digo aqui, o curso onde
>trabalho tem uma deficiência enorme com a
>contextualização das estruturas. Ou seja, os meus
>alunos têm a acuidade muito bem desenvolvida, mas
>poucos atingem a fluência. E isso faz com que o
>professor tenha a necessidade de criar condições fora
>do método para sanar esse problema e promover a
>fluência dos alunos. As atividades do texto são
>excelentes para essa prática na sala de aula, por
>serem interessantes e motivantes.
>Um trecho do texto me chamou muito a atenção: “A
>preocupação deve ser com a comunicação efetiva, e
>perfeição aqui não diz respeito à gramática ou à
>pronúncia, mas a ser capaz de criar o efeito
>pretendido por intermédio da fala”.Tenho uma turma de
>inglês em estágio já avançado em que a maioria dos
>alunos estuda no mesmo curso desde o primeiro livro.
>Como a metodologia do curso onde ensino é muito
>voltada para acuidade, os alunos ficam “viciados” em
>saber todas as estruturas, a pronúncia correta e
>principalmente, conhecer todas as palavras que lhe
>forem apresentadas. Mas esses alunos chegaram a uma
>fase tal que não é mais possível obter na mesma hora
>todos os significados e expressões. O “leque” se abriu
>tanto que já não é mais possível ter o controle de
>tudo como antes acontecia. Ou seja, eles mudaram de
>uma fase de aprendizado controlada e orientada pelo
>material e pelos professores onde o conteúdo exposto
>era tão pequeno que se podia facilmente dominar, para
>um estágio onde todo o resto da língua (o que eles
>ainda não tinham aprendido como a necessidade de saber
>as condutas sociais da comunidade de fala - alvo) se
>apresenta completamente selvagem (no sentido de não
>ser dominado) e fora do controle. Esses alunos
>facilmente se irritam ao perceber que o conteúdo que
>lhes está sendo apresentado não pode ser traduzido
>fora de contexto (como antes acontecia e podia ser
>entendido – palavras lexicalizadas). Está sendo
>difícil faze-los entender o que foi mencionado no
>trecho que citei pelo fato de a metodologia ter
>cultivado em suas mentes esse pensamento errado sobre
>a língua. Talvez se houvesse alguma forma de
>alerta-los desde o início sobre esse problema seria
>melhor. Mas existem barreiras burocráticas que me
>impedem de fazer isso. Por enquanto vou tentar fazer a
>“ficha cair” nas cabeças dos alunos dessa turma que
>citei acima.
>
>Como desenvolvi a fala em língua estrangeira.
>
>A maneira que usei para desenvolver a fala em inglês
>foi ouvindo e observando situações por material de
>vídeo (filmes) e áudio. Faço parte do grupo citado no
>texto: o que não possui oportunidades de desenvolver
>em uma situação de imersão, por exemplo. Por esse
>motivo eu creio que minha fluência é a menos lapidada
>habilidade oral que possuo. Para melhorar, eu procuro
>sempre manter a comunicação em inglês com meus colegas
>de faculdade, colegas de trabalho e alunos.

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