Aceito essas interrogações como é óbvio e partilho totalmente da apreensão de muitos camaradas acerca do rumo das coisas.
Isto para não falarmos das soluções políticas, de regime, de tipo de partido e da democracia (da falta dela).
O que mais me impressiona na China é a inexistência visível de um movimento de luta contra o capitalismo, com base na sociedade, e que proclame e se bata pelo socialismo.
Esse problema, no plano da chamada consciência de classe, é ainda o mais preocupante, do que a mera contabilidade do que é capitalismo, Estatal ou socialista na China de hoje.
Em todo o caso, teremos sempre de raciocionar, julgo eu, ao longo da seguinte linha: qual é a alternativa à NEP, no caso dos países do 3º mundo onde comunistas chegam ao governo, ou no primeiro mundo, quando comunistas entram em coligações?
É pura e simplesmente optar pelo slogan do "comunismo de guerra" (este também carece de definição)?
Se a alternativa é a regulação total da economia, da produção e distribuição por via do plano e pela estatização, teremos então que procurar as razões porque no passado isso, quando muito, só funcionou em certos períodos e teremos de ver como aprefeiçoar esse modelo para que não se volte a passar a economia das filas de espera para comprar produtos de 1ª necessidade. No fundo, como ir ao encontro da preferência do consumidor individual ou de grupos de consumidores? Para além de que um tal modelo remete necessariamente a estratégia revolucionária para um momento na história em que ocorre num ápice, a mudança radical e portanto, mais val deixarmos de pensar em coligações e começar imediatamente a pensar num linha de inssurreição que permite tomar nas mãos um poder suficientemente homogénio, para, de cima para baixo, se apliquem as receitas do dito comunismo de guerra.
Se a alternativa é a NEP, então teremos que ver como trabalhar com ela. Para que não acabe tudo ou num clone da China, ou num clone da socialdemocracia que se limita a gerir o capitalismo.