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Date Posted:24/08/04 9:41 In reply to:
paulo fidalgo
's message, "a opção da China não é NEP?" on 24/08/04 7:23
Caro paulo fidalgo ,Pese o teu evidente trabalho de investigação , reitero-te que pelo que vi, falei e li ,a China no quadro do principio "Um País 2 sistemas " e dada a crescente importância das ZEEs ,As Zonas capitalistas,digamos assim ,poderá indiciar uma caminhada irreversível para o modelo capitalista.
Também há que salientar o carácter obsoleto do sector industrial ,as medidas legislativas favorecendo as privatizações e as faciilidades para o IDE ,o investimento estrangeiro...
Todas estas políticas e realidades também se inscrevem na recente adesão à OMC com consequencias iniludíveis -a consolidação do modelo duma economia liberalizada nos planos fiscal ,cambial,monetário, empresarial e de preços.
Assim ,o funcionamento mais eficiente ,em critérios capitalistas , do sistema económico vai permitir novos avanços no seu desenvolvimento com uma incidência especial na vertente mais tecnológica e com acessos mais fáceis à sua implementação e aos consequente domínio das potencias da região no que concerne aos fluxos económicos.
Por outro lado esta liberalização em curso está a gerar custos sociais que geram um crescente mal estar nas camadas mais proletarizadas e na fragilidade do enorme campesinato arruinado (já de si aumentado pelo desemprego decorrente da política de privatizações ) pelas restrições dos apoios agrários até à pouco existentes...
- NEP é a passagem da distribuição a uma regulação
>pelo mercado, é deixar os agentes controlarem o
>sobre-produto e pagarem ao Estado "imposto em
>espécie", é concessionar empresas a privados é,
>finalmente, atrair o investimento estranjeiro
>
>2 - Estes traços estão presentes na opção chinesa, na
>sua realidade e nas posições de Deng Xiao Ping e nos
>documentoes presentes no site do PCCh
>
>3 - O mesmo conceito esteve presente na Hungria de
>Kadar, está no período especial vigente em Cuba, na
>actual politica vietnamita.
>
>4 - em nenhum caso destes está em causa mais nenhuma
>apreciação do que dizer e defender o princípio
>abstracto de que o uso destes mecanismos não pode ser
>proscrito de uma estratégia comunista para a transição
>
>5 - isso não quer dizer que as opções de cada partido
>comunista em direcção pró-NEP tenham que ser
>sustentadas ou que não se tenham sérias dúvidas sobre
>a intensidade e os riscos que se estão a correr. No
>caso Chinês dá mesmo para angustiar
>
>6 - os problemas teóricos das políticas tipo NEP são
>para mim dois: a) reiteram a hegemonia do capital (que
>não significa capitalismo privado) e do valor de troca
>na regulação da economia; b) reiteram o mercado como
>forma de distribuir a produção em tensão com a
>abordagem planificada "baseada nas necessidades
>humanas".
>
>A existência de paradoxos teóricos nas opções pró-NEP
>só quer dizer que a teoria está fraca e não que o
>caminho é necessariamente errado.
>
>O último problema refere-se ao impacto de uma adequada
>avaliação das políticas NEP nos actuais programas de
>transição. Para além dos paísed de tipo "socialista",
>Cuba, Vietname e China, há que contar com o facto de
>os counistas fazerem parte de soluções de governo ou
>de maioria no Brasil, África do Sul, Índia, Suécia,
>alguns lands da Alemanha, Catalunha, Chipre e se
>calhar mais. Ora, sempre que os comunistas entram em
>coligações em países capitalistas, entram oficialmente
>em perído de transição onde exactamente o acerto da
>sua orientação obriga a considerar fortemente os
>problemas teóricos e práticos que a linha do tipo NEP
>coloca.
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