[
Next Thread |
Previous Thread |
Next Message |
Previous Message
]
Date Posted:14/12/04 9:27 In reply to:
observador acidental
's message, "Re: garra" on 14/12/04 1:19
os documentos e posições de congresso são peça de análise; mas talvez sejam até as menos importantes.
o que eu disse não era necessariamente para ida às urnas em conjunto, dado o estado lastimável da desunião à esquerda. Mas ao menos o país poderia estar a perceber que haveria uma saída potencial de governo caso não haja maioria absoluta
Fazer o discurso da carga de ombro (só me alio se eu crescer á tua custa), apenas aumenta a incredulidade de uma solução de governo e favorece sobretudo o argumento da maioria absoluta do PS.
A direcção do PCP com o seu discruso favorece os argumentos de Sócrates e Jorge Coelho
Não perecebo porque se evoca o desgaste do Ferro. A que propósito. Esse desgaste existiu e as manobras contra ele também. Mas o que interessa é perceber o que fez o PCP para com Ferro explorar novas possibilidades de governabilidade e de uma saída popular, enquanto o homem lá esteve.
A imagem que tenho no período do Ferro, foi de que a direcção do PCP foi no mínimo indiferente aos destinos dessa direcção
De qualquer forma, agora o que se tem de discutir é para a frente embora desse jeito que alguém percebesse que não se fez o que deveria ter sido feito no contexto daquela direcção do PS.
Para o futuro, eu acho que o grupo dirigente do PS não está assim tão à solta.
Está condiconado por sectores que exigem alguma ruptura com o o que foi o pãntano de Guterres. Por outro lado, uma afirmação muito liberal da direcção do PS pode fazer aumentar o eleitorado à esquerda do PS e isso é nesta altura se calhar o risco maior do PS. Digamos que, quanto a mim, esse risco só não é maior por que o PC e o BE não colocam abertamente e já a questão de acordos de governo como perspectiva porque se querem bater e qual deveria ser o conteúdo desse governo
Conquistar uma viragem de governo, de um governo possível mas para um programa que d~e espaço a reclamações de esquerda, seria uma forma da CDU subir. Se o discurso dominante é retórico e anti-PS os trabalhadores, repito, os trabalhadores, serão mais depressa convencidos pelo discurso dos Pedros Adãos, que lhes açenam com a ameaça da ingovernabilidade.
A actual linha anti-PS da direcção do PCP sóovingou nos últimos anos. Mesmo nos piores momentos do verão quente, e sobretudo após o 25 de Novembro, a linha do PCP sempre foi a de desafiar o PS para soluções conjuntas. A última tentativa foi a formação do acordo para a CÂmara de Lisboa. Depois entrou-se nesta deriva que eu classifico de esquerdista, onde se olha o governo como algo que corrompe.
Insisto que os trabalhadores querem uma solução de governo que seja uma perspectiva de alternativa. Desaprovam e bem qualquer jogo eleitoralista de A crescer à custa de B e todo o tipo de escaramuças que continuam a ver. Veremos que os trabalhadores dificilmente votarão em quem se mostra tão indisponível
Chegar a acordo com o PS é muito difícil. Isso não está em causa. Mas talvez coloque em evidência o quanto atrasados na formulação de políticas os comunistas estão. O problema não é esse..O problema é que a actual linha da direccção do PCP encoraja saídas de direita. Por um lado dá o sinal à direita que acordos PS e PC são inviáveis e isso é bom para a direita. E dá à direita do PS os argumentos para dizer: com aqueles gajos nunca. Não é fácil reunir tantos erros e desfocagens de condução como a que estamos a viver
[
Next Thread |
Previous Thread |
Next Message |
Previous Message
]