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Date Posted: 2/09/04 9:30 In reply to:
paulo fidalgo
's message, "máquinas a produzir valor" on 2/09/04 7:37
Caro Paulo Fidalgo,
Tem mais do que razão mas é capaz de estar a gastar o seu latim! Em todo o caso...
É só para acrescentar (lembrar ou sublinhar!...) que, de qualquer maneira, aquelas máquinas todas e mesmo os robots, não são mais do que o resulatdo do trabalho humano acumulado de gerações de trabalhadores e cientistas.
E quando (num futuro eventual, mas para já no dominio da ficção ciêntífica...) houver robots equivalentes a seres humanos, o problema regressa às origens. Tal como os seres humanos actuais são dotados de iniciativa e criatividade, mas mesmo assim precisam de "algo mais" (como trabalhar...) para produzir o que quer que seja, com esses robots lá voltamos nós à situação de partida...
A alternativa a esse futuro (imaginário e aberrantemente utópico, de robos iguais a seres humanos - nunca se sabe, nunca se sabe...), pois a alternativa seria antes uma hiper-complexa rede de sistemas computorizados que, à escala do planeta irão controlando e facilitando AO MÁXIMO toda a produção de bens e serviços de que a humanidade precisa ou "quer precisar".
Nesse cenário (menos utópico), se continuar a haver propriedade particular (e personalizada!...) das máquinas todas e mais algumas, o problema põe-se então na taxa de exploração dos tais "enegenheiros informáticos" altíssimamemnte qualificados e cujo trabalho é "só carregar em botões...".
Nessa situação - para que pode parecer que tende hoje a humanidade - a questão continuaria a colocar-se:
Como medir o valor das coisas produzidas pelas máquinas controladas por aqueles "engenheiros"...
Medir o valor porque, algum critério há-de ser utilizado para distribuir X de bens e serviços aos cidadãos A, e Y de bens e serviços aos cidadãos B...
Tudo isto (esta reflexão mirabolante sobre cenários oníricos) porque nesse cenário tendencial, as tais máquinas continuariam a ser propriedade privada e personalizada (coisas distintas, cuja distinção não me apetece agora discutir...).
Só que entretanto, voltando aqui à realidade em que estamos (e vou ter que acabar porque tenho que ir trabalhar, apesar de reformado...), as coisas continuam a ser produzidas como são, com trabalho humano vivo, utilizando "trabalho humano armazenado".
Será assim tão dificil de entender?...
Cordiais saudações,
Guilherme Statter
Um iletrado que persiste...
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