>Infelizmente, a "ideia pateta" da inevitabilidade do
>comunismo, ainda para mais escudada numa pretensa
>"previsão científica", tem de ser atribuída ao Marx.
Agradeço a referência para poder estudar... É que eu -imagine-se - gosto mesmo é de estudar. Estudar, sempre...
Ou seja, qual a obra "definitiva" (aquela, depois dos "altos e baixos") em que Marx afirma assim, "preto no branco", a inevitabilidade - presumo que esta palavra ainda tem o mesmo significado de "aquilo que NÂO se pode evitar" - do comunismo".
>A sua intervenção, apesar da forma, é um exemplo da
>vulgarização do Marx e de outros. Ora veja lá você que
>o Marx só formulou uma lei, e essa tendencial (e...
>errada nos seus pressupostos e conclusões!), e há
>gente que vem aqui dizer que a inevitabilidade do
>comunismo lhe deve ser atribuída e que isso
>reflectiria uma concepção determinista da História
>(ainda por cima, em contradição com outras suas
>afirmações), etc., etc.! Essa gente tem mesmo falta de
>pudor, não tem?
Passando por cima dos sarcasmos e ironias (já ouvi pior... eh eh eh), confesso que não percebo... Fui eu que disse que Marx só formulou uma única lei (mas ele terá formulado outras)?... Foi de facto Marx que só formulou uma única lei?... mistérios... dúvidas... perguntas...
E estará o estimado António Fagundes a referir-se à "Queda Tendencial da Taxa de Lucro"?...
Se for esse o caso, desculpe lá mas explique-me em que é que a minha demonstração (*) está errada... Até para eu poder corrigir e clarificar... (Sucede que já revi e dei a rever a N pessoas (informáticos, matemáticos, sociologos e economistas), e sempre apareceram aspectos a melhorar... eh eh eh, a gente tem que aproveitar TODAS as críticas, né?)
Diz-me depois em seguida, o estimado António Fagundes, esta coisa deliciosamente sarcástica:
>Quereria você dizer que "o futuro não está
>pré-determinado"? Se assim for é o contrário da
>inevitabilidade do comunismo! Mas não estando
>préviamente determinado é ele determinado pela vontade
>dos homens? Se assim for, o futuro é determinado (como
>o passado o foi e o presente o é), e o comunismo é
>determinado pela vontade dos homens! Quer dizer,
>atendidas as tais “condições iniciais”, porque não se
>pode desejar o Sol, o resto é à vontade do freguês!
>Mas à vontade de qual freguês, se nesta tasca social
>há fregueses com gostos e interesses para os mais
>variados futuros? E, ainda por cima, se alguns, que se
>julgam os donos da tasca, têm as vinhas e as uvas de
>que se faz o vinho que a malta bebe, estão armados de
>varapaus e pontas e molas (ou têm campangas
>contratados para o efeito) ou têm um falar tão doce
>que faz a restante freguesia pensar que o branco é
>preto!
Mas, voltando a passar por cima dos sarcasmos e ironias (já ouvi pior... eh eh eh), confesso que não percebo...
Para já julgava que pre-determinado era um pleonasmo, como "subir para cima" ou "descer para baixo"... Mas enfim serão estilos literários... O que eu quiz dizer (e qualquer aluno do 1º ano de Sociologia tem obrigação de saber...) é que enquanto em Astronomia a posição dos planetas é capaz de estar determinada com uns milhares, milhões, de anos de antecendência (agora que o Copérnico e mais recentemente os srs., do Big Bang já explicaram ao pessoal como é que funciona o Universo), já no caso das coisas da Sociedade Humana, havendo (como parece que há...) uma coisa chamada "livre arbítrio", o futuro depende de dois tipos de factores: a vontade humana e as condições estruturais, objectivas, de partida para qualquer mudança que se queira empreender. Dentro dos limites da capacidade de intervenção dessa vontade humana... Não é à vontade do freguez... E, em todo o caso e claro, será sempre à vontade dos "freguezes" com mais vontade, mais capacidade, mais poder... mais esperteza ou inteligência etc...
Porque, como aliás assinala e muito bem o nosso estimado António Fagundes, no entrecruzar de interesses, lutas e inércias sociais (sempre em curso), sempre resultará algo que "até parece que estava determinado" !!!
Ora cá está (pelos vistos... eh eh eh) uma contradição.
Afinal, sou eu a chegar à conclusão que "tudo - e o Futuro também - está determinado"... E agora?...
Agora é simples: ou há livre arbítrio (e consciência das "leis tendenciais" que regulam a evolução da espécie humana), ou há determinismo...
A escolha é do freguez!
Cordiais saudações,
Guilherme Statter